“A juventude vai virar o jogo nesta eleição”, diz Pedro Rousseff

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – A expressiva ocupação das ruas na reta final da disputa presidencial marcou um ponto de inflexão decisivo na campanha e colocou a juventude no centro da reação democrática do país. A avaliação foi feita pelo deputado federal eleito por Minas Gerais, Pedro Rousseff (PT), em entrevista concedida à jornalista Andrea Trus durante a edição de plantão do programa Boa Noite 247, na TV 247.

Rousseff, que esteve presente na gigantesca mobilização realizada na Avenida Paulista — calculada em mais de 1 milhão de pessoas —, relatou a surpresa com a maciça participação dos mais jovens, um segmento do eleitorado historicamente disputado e permeado pelo discurso conservador nas redes sociais. Para o parlamentar, o ato evidenciou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a quebrar a bolha política.

“Eu sou a prova viva em cores de que esse foi o maior ato que já fizemos. O que mais me impressionou foi que só tinha jovem. Todo mundo comentava: ‘é o primeiro ato em que a juventude realmente comparece em peso’. Nossa geração vinha com forte tendência conservadora, mas ver um movimento dessa magnitude mostra que rompemos a bolha e que essa energia vai decidir o resultado.”

— Pedro Rousseff

Empate em Minas Gerais sinaliza virada nacional

Durante a conversa com Andrea Trus, o parlamentar trouxe números atualizados das pesquisas de monitoramento interno da campanha em Minas Gerais — estado tido historicamente como o grande espelho eleitoral do Brasil, onde quem vence costuma levar a Presidência da República.

Segundo Rousseff, os levantamentos de tracking diário já apontam empate técnico absoluto no estado:

“As nossas pesquisas internas em Minas Gerais colocam, neste exato momento, o presidente Lula empatado em 50% a 50% com Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, a oposição venceu em Minas e venceu no país. Agora, o quadro é de crescimento contínuo e virada aberta. Se dependermos da mobilização do povo mineiro nas ruas, nós vamos consolidar essa vitória.”

— Pedro Rousseff

Foco nos 39 milhões de abstenções e garantia de transporte

Ao analisar a matemática do segundo turno, Pedro Rousseff defendeu uma mudança de rota na estratégia da militância. Em vez de despender energia tentando convencer eleitores convictos de terceiras vias, o foco prioritário deve se voltar para o resgate de quem não compareceu às urnas no primeiro turno.

“Trinta e nove milhões de brasileiros não foram votar no primeiro turno ou anularam o voto. Se conseguirmos levar 10% dessas pessoas às urnas, nós viramos a eleição sem depender de nenhum voto de outras candidaturas. A vitória está na redução da abstenção.”

— Pedro Rousseff

Para viabilizar essa presença, o deputado detalhou uma grande operação jurídica e de pressão política contra prefeitos e governadores que tentam sufocar a ida do eleitorado periférico e rural às urnas. Ele citou dados alarmantes de regiões do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, redutos históricos de Lula, onde a abstenção chegou próxima de 50% por falta deliberada de condução.

Rousseff destacou que foram enviados milhares de ofícios ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para obrigar os municípios a cumprirem a legislação e disponibilizarem frotas de ônibus e vans escolares de forma integral e gratuita no dia da eleição:

“O eleitor rico vai de Uber, de carro próprio, não tem problema com transporte. Mas o trabalhador do campo que mora a duas horas da seção eleitoral não tem condições financeiras de pagar passagem para ele e para a família. A lei do TSE obriga o poder público a ceder o transporte escolar gratuito quando solicitado. Não é favor, é dever legal, e nós estamos acionando a Justiça em todo o Brasil para que ninguém seja impedido de exercer o seu direito de voto.”

— Pedro Rousseff

Segurança pública e as três tarefas da militância

Avaliando a necessária renovação da linguagem progressista, o deputado defendeu ainda que a esquerda precisa assumir a pauta da segurança pública sem constrangimento, dialogando com o sofrimento cotidiano do trabalhador das periferias que é vítima de assaltos e da violência urbana, sob pena de deixar o tema nas mãos de soluções demagógicas da extrema-direita.

Ao final da entrevista com Andrea Trus, Pedro Rousseff resumiu as tarefas inadiáveis de cada cidadão e apoiador até o domingo decisivo:

  1. Denunciar os riscos do adversário: Compartilhar massivamente os perigos de retrocesso institucional, econômico e social que cercam a candidatura da extrema-direita;
  2. Levar os idosos às urnas: Fazer listas familiares e garantir condução para pais, mães, tios e avós que, mesmo desobrigados do voto compulsório pela idade, podem fazer a diferença na cabine de votação;
  3. Fiscalizar o transporte local: Acionar diretórios municipais, movimentos sociais e órgãos da Justiça para assegurar o funcionamento pleno do transporte público gratuito para os trabalhadores das áreas periféricas e rurais.

Fonte: Brasil 247

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