A dias da eleição brasileira, governos da extrema-direita, aliados de Bolsonaro, mostram resultados negativos de suas gestões

0

Por Marcia Carmo — Brasil 247

As gestões dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Chile, José Antonio Kast, têm em comum, hoje, os resultados negativos dos desempenhos econômicos nos dois países. E ainda a impopularidade dos dois presidentes.

Ressalvas

Milei e Kast já demostraram intensa proximidade com os Bolsonaro. Milei subiu no palco do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, na convenção do PL em São Paulo e continua destilando seu ódio contra o presidente Lula. Kast, por sua vez, já disse, mais de uma vez que se o Brasil vai bem, o Chile irá bem. Hoje, os dois presidentes, Milei e Kast, não vão nada bem.

Recessão

Na semana passada, o Indec (equivalente ao IBGE) informou que a
economia argentina caiu quase 3% (2,9%) no mês de julho em relação ao mês anterior, junho. O comércio encolheu 5,1% e a indústria 4,6%. A retração da economia argentina foi de 1,4% na comparação com julho do ano passado. Para economistas, a Argentina pode ter entrado na espiral de recessão. Na sexta-feira, o JP Morgan, por exemplo, corrigiu de 2,7% para 1,5% a perspectiva de crescimento da economia argentina neste ano e informou à sua rede de clientes que a Argentina entrará em recessão no próximo trimestre do ano, como informou a imprensa local. Como observou uma fonte da área econômica de Buenos Aires, a fórmula de Milei para a economia começa a gerar desconfiança até entre os que comungam ou simpatizam com suas ideias. Motivos: a esperada enxurrada de investimentos externos não chega, apesar do severo ajuste, e o consumo não decola. Também na semana passada, o Indec informou que a pobreza aumentou de 28,2% para 32,3% no primeiro semestre.

Milei argumenta

Com cerca de 30% a 35% de apoio popular, dependendo da pesquisa de opinião, Milei começou a dizer que a economia vai dar bons resultados em 2028. Ou seja, depois da eleição presidencial de 2027, ano que vem, quando claramente buscará a reeleição, apesar da sua impopularidade e da realidade econômica e social do país.

Chile

Neste domingo, a pesquisa chilena Pulso Ciudadano mostrou que o presidente Kast tem apenas 28,2% de aprovação e sua rejeição chega a quase 60% (57,6%). Os números são similares a de outros levantamentos, como o da Cadem, também de Santiago. Pelo menos dois fatos afetam a imagem de Kast que tem pouco mais de seis meses de governo: a queda da economia e a preocupação com a segurança pública. Além da falta de empatia aos problemas sociais, como observam líderes da esquerda chilena. Com a contagem regressiva para a eleição brasileira, estas realidades dos governos da extrema-direita poderiam ser mais e mais difundidas…

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *