‘A Terapia Certa’ com Ricardo Darín estreia na Netflix
Por Tiago Souza — Carta Capital
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Comédia argentina de suspense chega ao catálogo após passagem por festivais; Darín vive psicanalista que cruza limites éticos
O destaque do dia é a estreia de A Terapia Certa (Lo dejamos acá) na Netflix, a partir de hoje, 16 de outubro. A comédia argentina de suspense é dirigida por Hernán Goldfrid — de Tesis sobre un homicidio —, com roteiro de Emanuel Diez e produção de Federico Posternak, Ricardo Darín e Chino Darín, pela Kenya Films. O título original vem da frase com que um psicanalista encerra cada sessão, transformada em premissa para o filme.
Na história, um psicanalista pragmático e renomado (Ricardo Darín) perde a fé nos métodos tradicionais da psicologia e começa, em segredo, a manipular a vida de seus pacientes — cruzando limites éticos de forma quase lógica, até que deixa de ser. Os resultados são surpreendentes, e tudo parece funcionar até que um escritor com bloqueio criativo (Diego Peretti) chega ao seu consultório e complica o sistema.
A trama vira, segundo os próprios atores, da comédia ao suspense: em entrevista ao Página/12, Darín e Peretti afirmaram que, “mesmo que não pareça, o filme defende a psicanálise”. Completam o elenco Antonia Bengoechea, Inés Efron, Andrea Politti, Patricia Echegoyen e Carlos Santamaría.
O encontro dos dois protagonistas carrega peso próprio: Ricardo Darín é um dos nomes centrais do cinema argentino contemporâneo, de O Segredo dos Seus Olhos — vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro — a Argentina, 1985 e a série da Netflix O Eternauta, além de portador do prêmio Donostia do Festival de San Sebastián, recebido em 2017. Diego Peretti, conhecido por Los Simuladores, cruza com Darín pela primeira vez em papéis centrais de longa-metragem.
O filme estreou mundialmente no Festival de San Sebastián, em 22 de setembro, em sessão integrada à homenagem ao próprio ator. A passagem pelo festival rendeu as primeiras leituras críticas: segundo o site Memorable TV, os críticos presentes classificaram o tom como “comédia de suspense”, com o filme construído principalmente em torno do desconforto crescente entre os dois protagonistas.
Segundo o site argentino Micropsia Cine, trata-se de “um divertimento leve de espírito hitchcockiano”, que funciona “como uma comédia de suspense ou, mais precisamente, um thriller leve”.
Já segundo a Variety, a premissa é “enganosamente simples” — o psicanalista que perde a fé nos métodos convencionais e passa a ultrapassar os limites com seus pacientes — e o site destacou o filme como a nova produção de Darín para a plataforma.
O material deve atrair o público de comédias dramáticas com inflexão de thriller, o espectador do cinema argentino contemporâneo e quem acompanha os títulos de Darín no catálogo — O Eternauta figura entre as produções mais vistas da plataforma no ano. O filme entra hoje, com lançamento simultâneo nos mercados em que a Netflix opera.
*Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.
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Fonte: Carta Capital