Pollon quer reduzir sigilo na Presidência de 100 para quatro anos

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Projeto de lei

Congresso em Foco

15/10/2026 13:32

O projeto de lei 4.482/2024, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) para ampliar a transparência de atos e informações do Poder Executivo. Entre as mudanças, a proposta limita a quatro anos o prazo de sigilo para informações pessoais relacionadas à Presidência da República, que atualmente podem permanecer restritas por até 100 anos.

Na justificativa, Pollon argumenta que o prazo de 100 anos ultrapassa os limites previstos na legislação e não teria fundamentação jurídica suficiente.

Projeto quer acabar com sigilo de 100 anos para dados da Presidência.

Prazos de sigilo

O projeto também reduz os prazos máximos para classificação de informações como sigilosas. Para informações ultrassecretas, o limite passaria de 25 para oito anos. No caso das secretas, cairia de 15 para quatro anos, enquanto as reservadas passariam de cinco para dois anos.

A proposta estabelece ainda que nenhuma restrição de acesso poderá ultrapassar oito anos.

Revisão pela Câmara

Outra mudança prevista é a possibilidade de a Câmara dos Deputados revisar classificações de sigilo determinadas pelo Poder Executivo. Para isso, seria necessária a aprovação de três quintos dos deputados, o equivalente a 308 votos.

Segundo Pollon, a medida reforçaria o sistema de freios e contrapesos entre os Poderes e ampliaria a capacidade de fiscalização do Legislativo sobre decisões do Executivo.

Penalidades

O texto também cria punições para o descumprimento da LAI. Caso a Controladoria-Geral da União (CGU) concorde com recurso para liberar determinada informação, o agente que negar o acesso poderá ficar sujeito a pena de seis meses a dois anos de detenção.

A proposta ainda prevê que condutas como recusar ou alterar informações, agir de má-fé e divulgar informações sigilosas possam ser enquadradas como crime de responsabilidade, além das consequências previstas atualmente.

Outra mudança estabelece que a solicitação de cópia de documentos públicos não poderá gerar cobrança ao requerente.

O projeto está em análise na Câmara dos Deputados e aguarda a designação de relator na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP). A proposta ainda deverá passar pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser analisada pelo Plenário.

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Fonte: Congresso em Foco

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