Campanha de Lula exige que Meta compense em dobro redução de alcance nas redes

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Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

247 – A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, pediu ao ministro-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, providências sobre “seletividade algorítmica” da empresa de tecnologia Meta, bem como a derrubada de rede de 255 perfis de inteligência artificial e a devolução do alcance reduzido injustamente nas plataformas sociais da companhia.

Segundo a coligação, a plataforma descumpre o plano de conformidade que ela própria apresentou ao tribunal. A petição aponta redução de alcance de conteúdos do candidato e de apoiadores e a desativação da conta de anúncios da campanha.

O documento descreve alcance desproporcional de perfis do campo adversário, como o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-RJ). A petição cita uma rede de 255 perfis geridos com IA revelada pela agência Aos Fatos, conteúdos sintéticos mantidos no ar na janela vedada e anúncios irregulares, alguns pagos do exterior.

Na peça, a coligação menciona o assistente Meta AI, que teria se recusado a gerar material do presidente Lula e produzido cartazes do adversário, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ).

Para a coligação, a conduta fere a igualdade de oportunidades entre candidaturas e os deveres impostos às plataformas pelo TSE.

A coligação pediu na noite de quarta-feira (14) que a Meta seja notificada em até seis horas para cessar as irregularidades e restaurar a distribuição dos conteúdos. Os advogados também solicitaram a remoção da rede de perfis inautênticos, a retirada de ofício dos conteúdos sintéticos e o bloqueio de anúncios irregulares, bem como que o alcance perdido seja recomposto em dobro, com custo para a plataforma, e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Fonte: Brasil 247

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