Justiça do Rio condena quatro jovens por estupro coletivo contra adolescente
Por Ana Luiza Basilio — Carta Capital
Menu
O crime aconteceu no dia 31 de janeiro dentro de um apartamento em Copacabana
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Foram condenados: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
A decisão, da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital do Rio de Janeiro, também determinou o pagamento de indenização pelos danos morais causados à vítima no valor de 40 salários mínimos.
Na sentença, o juiz João Zacharias de Sá considerou que os relatos da vítima eram coerentes e estavam amparados por outros elementos de prova, incluindo exames que identificaram lesões físicas. “Vale lembrar que nos crimes sexuais, a palavra da vítima adquire extrema relevância, sobretudo quando firme, coerente e amparada pelos demais elementos de prova, como ocorre no caso, porquanto tais crimes em geral são perpetrados às ocultas, na clandestinidade, sem testemunhas e sem deixar vestígios, aproveitando-se o algoz da vulnerabilidade da vítima”, destacou.
Ao longo do processo, os réus negaram o estupro durante o processo. Os jovens admitiram ter mantido relações sexuais com a adolescente, mas alegaram que os atos foram consentidos.
O crime aconteceu no dia 31 de janeiro dentro de um apartamento em Copacabana. A adolescente disse que foi ao imóvel a convite de um adolescente com quem já havia ficado e concordou em manter relações sexuais com ele. Contudo, a vítima disse que outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. Ela relatou ter sofrido socos, tapas, puxões de cabelo e contenção física, além de ter sido impedida de deixar o local, apesar de ter negado repetidamente o desejo de manter relações com eles e pedido para que parassem.
Exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram lesões na vítima. Para o juiz, os elementos reunidos durante o processo sustentaram a acusação.
Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital