Licenciamento é o principal gargalo da mineração no Brasil, diz diretor da Vale

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Por priscila.trindade@jota.info — JOTA

O diretor de Relações Institucionais da Vale, Kennedy Alencar, afirmou durante o JOTA Global, realizado em Nova York, no dia 23 de setembro, que o licenciamento continua sendo o principal desafio para o setor de mineração no Brasil. Isso porque os projetos são de longo prazo e levam de 10 a 15 anos para serem licenciados no país, o que limita a entrada de novas operações.

Sobre a  Lei 15.506/2026, que instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) , sancionada na semana anterior ao evento, Alencar avaliou que o texto está em linha com o que outros países vêm fazendo. Segundo ele, “a lei é muito boa”, mas “a regulamentação será muito importante”. O executivo também disse ter certeza de que haverá grandes investimentos no Brasil e que a Vale dará passos nessa direção, não apenas em minerais críticos e estratégicos, mas também em minérios de alta pureza, algo positivo para a descarbonização.

Alencar defendeu ainda o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM) e ressaltou que, além de encontrar as reservas, o Brasil precisa processá-las. O governo quer agregar valor à produção de terras raras, mas a tarefa é complicada. “A China levou 30 anos para conquistar o mercado”, lembrou.

Por fim, o diretor afirmou que a mineração precisa ir além do discurso sobre a essencialidade dos minerais e demonstrar saldo positivo para a sociedade. “Não gosto de dizer ‘mineração sustentável’, porque não é um recurso renovável. Mas gosto de usar o termo ‘mineração legal e responsável’”, pontuou.

Assista ao painel na íntegra

O JOTA Global teve realização do JOTA , com patrocínio de ApexBrasil, DLA Piper e Vale, suporte especial do Einstein Hospital Israelita e parceria institucional da Dinâmica.

Fonte: JOTA

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