Hábitos como tomar café da manhã aumentam a resiliência ao estresse

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Por Tiago Souza — Carta Capital

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Pesquisa da Universidade de Binghamton também indica que praticar exercícios, dormir bem e consumir óleo de peixe favorecem o controle emocional

Um estudo da Universidade de Binghamton, publicado no Journal of American College Health, aponta que hábitos cotidianos como tomar café da manhã, praticar exercícios, dormir o suficiente e consumir óleo de peixe estão associados a maiores níveis de flexibilidade psicológica, habilidade que ajuda as pessoas a se adaptarem a situações de estresse. A pesquisa, conduzida com cerca de 400 estudantes universitários, foi divulgada no ScienceDaily.

A flexibilidade psicológica é definida como a capacidade de ajustar pensamentos, emoções e ações conforme as circunstâncias mudam. Em vez de ficarem presas ao pensamento negativo ou dominadas pela frustração, pessoas com maior flexibilidade psicológica conseguem reconhecer suas emoções, avaliar alternativas e responder de forma mais produtiva.

Lina Begdache, professora associada de estudos de saúde e bem-estar da Universidade de Binghamton e autora principal da pesquisa, afirma que a rotina diária pode ter impacto maior sobre a capacidade de lidar com o estresse do que se costuma supor. “Você pode conhecer alguém que mantém a calma sob pressão”, disse. “O tipo de pessoa que perde um voo e, em vez de entrar em pânico, se adapta calmamente à situação. Essa pessoa ainda pode sentir estresse, mas consegue administrá-lo melhor por meio da flexibilidade psicológica.”

A pesquisadora trabalhou com Jason Cherry, ex-professor assistente de fisioterapia da Binghamton, e com o ex-aluno Alexander J. Talkachov. Os pesquisadores coletaram respostas anônimas de aproximadamente 400 estudantes universitários sobre dieta, padrões de sono, hábitos de exercício e outros fatores de estilo de vida.

Entre as associações identificadas, o consumo regular de café da manhã ao menos cinco vezes por semana apareceu ligado a maior resiliência, com a flexibilidade psicológica explicando essa relação. Estudantes que dormiam menos de seis horas relataram, em geral, níveis mais baixos de resiliência e de flexibilidade psicológica. Já a prática de exercícios com duração de 20 minutos ou mais foi associada a maior flexibilidade psicológica e a uma melhor capacidade de enfrentar o estresse. A ingestão de óleo de peixe várias vezes por semana também foi vinculada a melhores índices de flexibilidade psicológica.

O padrão inverso também surgiu nos dados. Estudantes que relataram comportamentos menos saudáveis, incluindo consumo frequente de fast food e sono insuficiente, tenderam a apresentar maior rigidez psicológica, ou seja, mais dificuldade para ajustar pensamentos e comportamentos quando as circunstâncias mudavam.

Como a pesquisa se baseou em respostas de questionários, os resultados demonstram associações, e não a comprovação de que esses hábitos melhoram diretamente a flexibilidade psicológica ou a resiliência.

Segundo Begdache, a flexibilidade psicológica oferece às pessoas espaço mental para reconhecer o que estão vivenciando, em vez de serem completamente absorvidas pelo estresse. Essa capacidade de reavaliar uma situação pode facilitar a compreensão de emoções difíceis e a definição de como responder.

“Quando estamos sob estresse, sentimos que nos fundimos com ele. Vivemos o estresse. Mas a flexibilidade psicológica é como dar um passo atrás e pensar: ‘Sinto isso por causa daquilo. O que posso fazer?’ Identificar suas emoções às vezes ajuda a encontrar a solução para elas”, afirmou a pesquisadora.

Os achados também ampliam resultados de estudos anteriores de Begdache, que já haviam relacionado dietas nutritivas a maior resiliência e hábitos alimentares piores a uma resiliência reduzida. A nova pesquisa oferece uma possível explicação para essa relação: em vez de influenciar a resiliência isoladamente, dieta e estilo de vida podem sustentar a flexibilidade psicológica, que por sua vez ajuda as pessoas a administrar o estresse de forma mais eficaz.

“O novo achado aqui é que dieta e estilo de vida não tornam você resiliente por si sós. Eles ajudam a construir a flexibilidade psicológica, que, por sua vez, faz de você uma pessoa resiliente”, disse Begdache.

O estudo, intitulado “Dietary and lifestyle factors and resilience: the role of psychological flexibility as a mediator” (Fatores dietéticos e de estilo de vida e resiliência: o papel da flexibilidade psicológica como mediadora, em tradução livre), foi publicado no Journal of American College Health.

*Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.


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Fonte: Carta Capital

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