Novas artimanhas da direita japonesa escondem múltiplas intenções maliciosas

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Por Brasil 247 — Brasil 247

Segundo revelações recentes da imprensa, as forças de direita do Japão vêm fornecendo continuamente aos principais modelos internacionais de inteligência artificial dados históricos adulterados sobre a Segunda Guerra Mundial. Em consequência, alguns desses modelos produzem respostas com visões claramente distorcidas da história, por exemplo, chamando o Incidente de 7 de julho de “conflito militar sino-japonês”, reduzindo o Massacre de Nanjing à “Queda de Nanjing” e retratando a invasão japonesa do Sudeste Asiático como uma “preocupação com os recursos do Sul”.

Da adulteração dos livros didáticos de história à fabricação de vídeos falsos com inteligência artificial (IA), passando pelo “envenenamento” de dados, as forças de direita japonesas vêm criando novas formas de tentar branquear a história da agressão japonesa. As múltiplas intenções maliciosas por trás dessas práticas exigem alto grau de vigilância da comunidade internacional.

Este ano marca o 80º aniversário da abertura dos Julgamentos de Tóquio. Com uma vasta quantidade de provas irrefutáveis e uma rigorosa fundamentação jurídica, esses julgamentos determinaram que o militarismo japonês lançou uma guerra de agressão e violou gravemente o direito internacional, preservando os resultados da vitória na Guerra Mundial Antifascista, assim como a equidade e a justiça internacionais. Contudo, por razões históricas, o militarismo japonês não foi completamente extirpado. As forças de direita do Japão vêm promovendo há muito tempo o revisionismo histórico, negando abertamente as conclusões históricas dos Julgamentos de Tóquio e tentando se eximir da responsabilidade pela agressão.

Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia de IA, as forças de direita japonesas passaram a usar essa tecnologia para branquear sistematicamente a história da agressão. Segundo o jornal japonês Asahi Shimbun, grupos direitistas recrutam pessoas mediante pagamento em plataformas de crowdsourcing e utilizam a IA generativa para produzir conteúdos falsos em larga escala. Essa cadeia clandestina opera com preços definidos: um vídeo falso de IA de 30 segundos que adultera a história da invasão da China é cotado em 5.000 ienes; para conteúdos negativos sobre a China, a recompensa chega a 1.000 ienes por mil visualizações, com bônus adicionais quando as visualizações atingem determinadas metas.

Além disso, o governo japonês gastou 4,4 bilhões de ienes no desenvolvimento de um grande modelo de IA generativa voltado a servidores públicos, chamado “Gennai”. Vale destacar que o conjunto de dados utilizado por esse grande modelo passa a ser coletado somente a partir de maio de 1947, exatamente quando entrou em vigor a “Constituição da Paz” do Japão. Isso, na prática, deixa de fora arquivos anteriores a esse período, incluindo documentos relacionados à guerra de agressão contra a China, ao domínio colonial e ao instrumento de rendição do Japão, o que, em essência, representa um avanço do revisionismo histórico.

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Observa-se que, nas narrativas difundidas pelas forças de direita do Japão, a China e outros países são reiteradamente retratados como “ameaça à segurança”, o Japão é apresentado como “vítima” e a expansão militar é descrita como uma forma de “proteger a paz e a segurança”. As forças direitistas japonesas tentam inverter os fatos por meio da opinião pública, a fim de eliminar obstáculos para romper com as limitações impostas ao Japão pelo sistema do pós-guerra, aumentar o orçamento de defesa e desenvolver capacidades de ataque de longo alcance.

Recentemente, a imprensa japonesa revelou os pontos principais do projeto do “Plano de Reforço das Capacidades de Defesa”, que ainda está em elaboração. Segundo o documento, o total dos gastos da defesa do Japão deverá chegar a entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes nos próximos cinco anos, quase o dobro do montante previsto no atual plano quinquenal do país. Além disso, o governo japonês defende a revisão, até o final do ano, dos “três documentos de segurança” e avalia incluir a possibilidade de as Forças de Autodefesa adotarem submarinos de propulsão nuclear. Não é difícil perceber que o “envenenamento” de dados praticado pelas forças de direita do Japão e a acelerada “remilitarização” do governo japonês se reforçam mutuamente, impulsionando ainda mais o “novo militarismo” e favorecendo sua consolidação como ameaça.

Tradução: Zhao Yan

Revisão: Iara Vidal

Fonte: CGTN — https://portuguese.cgtn.com/2026/10/13/ARTI1791882024415113

Fonte: Brasil 247

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