Lula desafia Flávio Bolsonaro a explicar proposta de corte de R$ 250 bi: ‘Vai tirar dos trabalhadores ou dos banqueiros?’
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou, novamente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a explicar de onde pretende retirar R$ 250 bilhões do Orçamento federal, caso seja vitorioso nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (10), o mandatário questionou se o ajuste fiscal defendido pelo candidato do PL atingirá trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais.
“Eu só quero que você diga ao povo brasileiro de onde você vai tirar duzentos e cinquenta bilhões do orçamento”, afirmou Lula, ao cobrar explicações sobre as medidas econômicas discutidas pela campanha do adversário.
No vídeo, o presidente perguntou quais áreas seriam afetadas pelas medidas e citou diretamente o salário mínimo, as aposentadorias e o Bolsa Família. “Vai ser dos trabalhadores? Vai ser dos aposentados? Vai ser do Bolsa Família? Vai ser do não aumento do salário mínimo?”, questionou.
Lula também criticou o que classificou como uma tradição da elite brasileira de buscar cortes de despesas que atingem os trabalhadores. “Isso nós não vamos permitir”, declarou. Ao encerrar a cobrança, o presidente contrapôs os interesses dos trabalhadores aos dos banqueiros e os dos pobres aos dos ricos, exigindo que Flávio esclareça publicamente quais setores seriam afetados pelo ajuste fiscal.
“É do povo trabalhador ou dos banqueiros? É dos pobres ou dos ricos? Diga isso, o povo quer saber”, afirmou.
Flávio Bolsonaro estuda corte de R$ 250 bilhões
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a equipe econômica de Flávio Bolsonaro estuda medidas para reduzir despesas obrigatórias da União em cerca de R$ 250 bilhões. Entre as propostas estão limitar a correção das aposentadorias do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação, mesmo quando o salário mínimo tiver aumento real, além de alterar as regras de vinculação de recursos federais à saúde e à educação.
O pacote busca promover um ajuste fiscal equivalente a aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), com o objetivo de conter o crescimento da dívida pública.
Fonte: Brasil 247