Ato em defesa de Lula sofre ataque no Rio e deixa duas pessoas feridas
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – Duas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ficaram feridas durante um ataque a uma manifestação em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite desta sexta-feira (9), no Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo a organização, desconhecidos arremessaram objetos de um edifício contra os participantes do ato, que reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. A Polícia Militar compareceu ao local e iniciou os procedimentos para identificar a origem dos objetos e os responsáveis pela agressão.
De acordo com informações divulgadas pelo MTST e pelo Comitê dos Comitês, o episódio ocorreu enquanto os manifestantes participavam de uma mobilização em apoio à candidatura de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
Os organizadores relataram que mais de dez objetos partiram de um prédio nas proximidades da concentração e atingiram duas mulheres que integravam o movimento. As entidades classificaram a ocorrência como um ataque à liberdade de manifestação e anunciaram medidas jurídicas para buscar a responsabilização dos envolvidos.
A atividade reuniu movimentos populares, representantes de organizações sociais e parlamentares que apoiam a reeleição do presidente. O ato ocorreu no contexto da campanha para o segundo turno, que colocará Lula diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no próximo dia 25 de outubro.
Manifestação reuniu parlamentares e movimentos sociais
Entre os participantes estavam a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), as deputadas estaduais Renata Souza (PSOL-RJ) e Dani Monteiro (PSOL-RJ), além do deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).
Representantes do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do Trabalhadores Sem Direitos e de outras organizações populares também participaram da mobilização.
O MTST organizou a atividade como parte das manifestações de apoio à candidatura de Lula. Segundo os responsáveis pelo evento, os participantes exerciam o direito de reunião e manifestação política quando ocorreu o lançamento dos objetos.
O movimento informou que os materiais partiram de um edifício localizado nas imediações do Largo da Carioca. Os relatos apontam que mais de dez objetos atingiram a área ocupada pelos manifestantes, deixando duas integrantes da organização feridas.
Até o momento, os organizadores não divulgaram detalhes sobre a gravidade dos ferimentos ou a identidade das vítimas.
Vítimas vão registrar ocorrência e polícia busca imagens
Após o episódio, representantes do MTST providenciaram o encaminhamento das duas mulheres à delegacia da Lapa, na região central do Rio de Janeiro.
Advogados do movimento acompanham as vítimas para formalizar a ocorrência e solicitar a abertura de investigação sobre o ataque.
A organização também acionou a Polícia Militar. Segundo o relato divulgado pelas entidades, os agentes identificaram o ponto do edifício de onde os objetos teriam partido.
Os responsáveis pela manifestação solicitaram ainda acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. O material poderá contribuir para esclarecer a dinâmica da ocorrência e identificar eventuais autores.
A investigação deverá determinar quem lançou os objetos, as circunstâncias da agressão e a possível motivação do episódio.
O MTST e o Comitê dos Comitês afirmaram que pretendem adotar as medidas jurídicas cabíveis e acompanhar os procedimentos das autoridades policiais.
As entidades também cobram a identificação dos responsáveis e a aplicação das sanções previstas na legislação.
Coordenador do MTST alerta para violência política
O coordenador nacional do MTST, Gabriel Siqueira, relacionou o ataque ao ambiente de disputa política durante o segundo turno presidencial e manifestou preocupação com a possibilidade de novos episódios de violência contra participantes de manifestações.
“Para nós, esse ataque é apenas uma amostra do que pode representar um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Nesta semana, ele falou em fechar instituições e mudar a Constituição. Estamos diante do risco de um aprofundamento do autoritarismo, que pode colocar o Brasil à beira de uma ditadura. Não podemos naturalizar a violência política nem permitir que o medo impeça o povo de exercer seu direito de manifestação”, afirmou Gabriel Siqueira.
Na declaração, o dirigente associou o episódio a suas preocupações com as posições políticas de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa presidencial.
A avaliação expressa a posição do coordenador do movimento. Até o momento, as informações divulgadas pelos organizadores não permitem estabelecer a identidade dos autores nem confirmar uma eventual ligação deles com grupos políticos.
O esclarecimento dessas circunstâncias dependerá dos depoimentos das testemunhas, da análise das imagens e dos demais elementos que as autoridades reunirem durante a investigação.
MTST cobra identificação e punição dos responsáveis
O MTST e o Comitê dos Comitês anunciaram que acompanharão a apuração policial e recorrerão aos instrumentos jurídicos disponíveis para cobrar providências.
As organizações também manifestaram repúdio às agressões contra participantes de atos políticos e defenderam a garantia de segurança para pessoas que exercem o direito de manifestação.
Na avaliação das entidades, o episódio exige uma resposta das autoridades para assegurar que cidadãos possam participar de atividades políticas sem sofrer ataques ou intimidações.
A Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e o direito de reunião pacífica em locais abertos ao público, desde que os participantes respeitem as condições previstas na legislação.
O ataque no Largo da Carioca ocorreu durante a primeira semana da campanha para o segundo turno presidencial, período em que apoiadores dos candidatos intensificaram as mobilizações em diferentes regiões do país.
Os responsáveis pelo ato informaram que continuarão acompanhando o caso por meio de seus representantes jurídicos e cobrando providências das autoridades de segurança pública.
A apuração deverá esclarecer a origem dos objetos, identificar quem participou do ataque e determinar as responsabilidades pelas agressões que deixaram duas integrantes do MTST feridas durante a manifestação em apoio a Lula no Centro do Rio de Janeiro.
Fonte: Brasil 247