Homem que invadiu creche e fez crianças reféns é morto pela polícia em Curitiba

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – Um homem armado com uma faca foi morto pela polícia na sexta-feira (9) após invadir um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no bairro São Braz, em Curitiba, e manter 13 crianças reféns por mais de duas horas. Segundo informações do g1, o suspeito espalhou combustível pela sala onde estavam os estudantes e ameaçou provocar um incêndio. Todas as crianças foram resgatadas, sem registro de ferimentos graves.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp), o homem foi morto por volta das 18h20, depois que equipes especializadas tentaram negociar a libertação dos reféns. A ocorrência mobilizou agentes da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), responsável pelas negociações em situações de alto risco.

A invasão ocorreu durante a tarde, quando o suspeito entrou na unidade de ensino infantil e conseguiu reunir as crianças em uma das salas. Segundo as autoridades, ele estava armado com uma faca e levou combustível para o interior do estabelecimento, aumentando o risco para os reféns e para os profissionais que estavam na creche.

Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar estabeleceu um perímetro de segurança nas proximidades do CMEI e restringiu a circulação de pessoas na região. Um helicóptero da corporação também participou da operação, acompanhando a movimentação das equipes responsáveis pelo atendimento da ocorrência.

Enquanto os policiais buscavam uma solução para libertar os reféns, outras crianças que estavam em salas diferentes conseguiram sair da instituição em segurança. A operação concentrou os esforços na retirada dos 13 estudantes que permaneciam sob ameaça.

Após mais de duas horas de tentativas de negociação, a intervenção policial terminou com a morte do invasor e a libertação das crianças. A Polícia Militar informou que nenhuma delas sofreu ferimentos graves.

Crianças e familiares receberão atendimento psicológico

A Prefeitura de Curitiba mobilizou equipes de assistência e profissionais de psicologia para acolher os estudantes, seus familiares e os trabalhadores da unidade de ensino. As crianças resgatadas e suas famílias deverão passar por avaliações médicas e acompanhamento psicológico após o episódio.

Durante a operação, responsáveis pelos alunos de um colégio localizado ao lado do CMEI também foram chamados para buscar os estudantes. A medida permitiu a retirada das crianças da instituição vizinha enquanto a polícia mantinha a área isolada.

Em nota, a administração municipal agradeceu a atuação das forças de segurança e informou que mobilizou seus serviços desde o início da ocorrência para oferecer suporte às pessoas afetadas.

O atendimento especializado busca acompanhar os possíveis impactos emocionais provocados pela situação, especialmente entre as crianças que permaneceram sob ameaça durante a invasão.

Motivação da invasão ainda é desconhecida

Até a última atualização das informações divulgadas pelas autoridades, não havia confirmação sobre a motivação do ataque nem sobre uma eventual ligação do suspeito com crianças matriculadas no CMEI.

Também não haviam sido divulgados detalhes sobre a identidade do homem ou as circunstâncias específicas da intervenção policial que resultou em sua morte.

O caso mobilizou diferentes unidades das forças de segurança do Paraná e exigiu a atuação conjunta da Polícia Militar e dos serviços municipais de assistência. A ocorrência terminou com a libertação dos 13 reféns e o encaminhamento das crianças e de seus familiares para atendimento especializado.

Fonte: Brasil 247

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