Petrobras e outras petroleiras arrematam 7 blocos do pré-sal em leilão que movimentou R$ 530 milhões

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – A Petrobras e outras cinco empresas arremataram 7 dos 13 blocos do pré-sal oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7). O certame registrou o maior número de blocos do pré-sal arrematados em uma única rodada desde 2022, com áreas localizadas nas bacias de Campos e Santos, informa a agência Sputnik.

O leilão seguiu o regime de partilha de produção, modelo no qual a empresa vencedora é a que oferece à União a maior fatia do petróleo produzido. O certame registrou um ágio médio 108% acima do mínimo exigido pelo edital. Ao todo, os bônus de assinatura alcançaram R$ 530 milhões, enquanto os contratos firmados preveem um montante de R$ 778 milhões em investimentos diretos no setor.

Na divisão dos ativos do pré-sal, a Petrobras garantiu 2 blocos, ao passo que petroleiras privadas, como a Prio Forte e a Equinor Brasil, também integraram o grupo de vencedoras da rodada. Por outro lado, seis áreas colocadas à venda pela ANP não tiveram interesse de investidores e não receberam propostas.

A relevância da realização de novos leilões foi destacada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Segundo a entidade, embora a produção do país continue em trajetória ascendente, parte dos campos do pré-sal pode entrar em fase de declínio a partir da próxima década, tornando as novas ofertas fundamentais para a reposição de reservas e para a garantia da continuidade dos investimentos na indústria petrolífera.

Além da rodada do pré-sal, a ANP colocou em disputa outros 308 blocos distribuídos por 9 bacias sedimentares terrestres e marítimas sob o regime de concessão, no qual sagra-se vencedora a petroleira que oferecer o maior bônus de assinatura ao governo federal. Nessa modalidade, a arrecadação total superou a marca de R$ 3 bilhões, impulsionada majoritariamente pela aquisição de 8 blocos pela Petrobras na Bacia de Campos.

Em nota oficial, a entidade reguladora detalhou os valores arrecadados no certame. “O bônus de assinatura total arrecadado foi de R$ 3.005.659.796,14 para os blocos exploratórios, sendo o maior valor desde o início da Oferta Permanente. Para áreas com acumulações marginais, o bônus total foi de R$ 1.594.000,00”, informou a ANP.

A inclusão de áreas fora do pré-sal também gerou contrapontos por parte de entidades socioambientais. Entre os ativos oferecidos no leilão estava a Bacia de Tacutu, situada na faixa de fronteira entre o estado de Roraima e a Guiana. A oferta da área foi alvo de duras críticas do Observatório do Clima, rede que reúne 170 organizações da sociedade civil. A entidade manifestou oposição à exploração na região e afirmou que “os setores terrestres no estado de Roraima estão na Amazônia, bioma que deveria ser a primeira e mais importante zona de exclusão de petróleo e gás”.

Fonte: Brasil 247

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