Parlamento da Etiópia reelege Abiy Ahmed como primeiro-ministro para 2º mandato

0

Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

247 – O Parlamento da Etiópia reelegeu na segunda-feira (5) Abiy Ahmed como primeiro-ministro do país para um segundo mandato de cinco anos, informou a Agência de Notícias da Etiópia (ENA).

Após a reeleição, Abiy Ahmed prestou juramento e iniciou oficialmente seu segundo mandato como primeiro-ministro, segundo a ENA. A decisão foi tomada durante a primeira sessão da nova Câmara dos Representantes do Povo, a câmara baixa do Parlamento etíope.

O primeiro-ministro foi reeleito após as eleições gerais realizadas em 1º de junho. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Etiópia, mais de 54 milhões de pessoas participaram da votação.

O novo Parlamento iniciou os trabalhos após as eleições e a formação de sua liderança, momento em que Abiy Ahmed foi reconduzido ao cargo de primeiro-ministro pelos próximos cinco anos.

Acesso ao mar

A Etiópia trabalhará em cooperação com os países vizinhos para proteger seus interesses nacionais, afirmou o primeiro-ministro após ser reconduzido ao cargo. Segundo ele, no entanto, o desenvolvimento futuro da Etiópia exige acesso ao mar.

“A civilização etíope não pode se realizar sem acesso ao mar”, afirmou Abiy Ahmed.

“Trabalharemos diligentemente, com base no princípio de dar e receber, para que a Etiópia assegure uma saída”, enfatizou o primeiro-ministro.

A declaração ocorre em meio à escalada de confrontos no norte da Etiópia entre forças federais e uma coalizão de grupos armados de oposição liderada pela Frente Popular de Libertação do Tigré (TPLF), reacendendo a sombra da guera civil travada entre 2020 e 2022 que teria levado à morte de 600 mil pessoas em algumas estimativas.

Sem litoral desde a independência da Eritreia em 1993, a Etiópia tem argumentado repetidamente que restaurar acesso ao mar é vital para sua segurança e desenvolvimento econômico de longo prazo.

O país também acusa interferência externa da Eritreia em favor dos rebeldes do Tigré; os dois países romperam relações diplomáticas na última quinta (1º), após anúncio pelo governo etíope do fechamento de sua embaixada em Asmara, capital eritreia, declarando dez diplomatas eritreus “persona non grata”.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *