Jerônimo se coloca à disposição de Lula para campanha no Nordeste
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (5) que está à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atuar na campanha do segundo turno, inclusive em uma eventual função de coordenação no Nordeste. A declaração foi dada a jornalistas e publicada pela coluna de Brasília Rodrigues, do SBT News.
O chefe do Executivo baiano aparece entre os nomes cotados para coordenar a campanha presidencial na região ao lado do ex-ministro da Educação Camilo Santana, do Ceará. “Vou fazer o que Lula orientar. Estou à disposição do presidente. Eu e os dois senadores eleitos”, afirmou Jerônimo.
O governador viajou a Brasília junto com Rui Costa e Jaques Wagner, eleitos para o Senado pela Bahia. O grupo tinha encontro previsto com Lula nesta segunda-feira para discutir os próximos passos da campanha presidencial.
Na Bahia, Lula recebeu 65% dos votos válidos (mais de 5 milhões) e Flávio Bolsonaro registrou 28% (mais de 2 milhões). Na Região Nordeste, o presidente somou 21,49 milhões de votos e Flávio Bolsonaro, 10,40 milhões, diferença de 11,10 milhões. Considerado apenas o confronto entre ambos, o petista alcançou 67,39% dos votos, contra 32,61% do senador. Outras dez candidaturas representaram 5,38% (mais de 436 mil).
Além dos estados nordestinos, as estatísticas apontaram uma disputa dividida na Região Norte e vantagem de Flávio Bolsonaro nas outras três regiões – Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em nível nacional, o senador da extrema direita brasileira alcançou 47,03% (56,1 milhões dos votos válidos) e o petista registrou 45,16% (53,8 milhões).
Reeleito governador, Jerônimo Rodrigues conseguiu 55% dos votos válidos (mais de 4 milhões), contra 43% (mais de 3 milhões) do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
Mobilização no Nordeste e reuniões em Brasília
A eventual entrada de Jerônimo na coordenação regional coloca o governador baiano entre os responsáveis pela mobilização de uma área em que Lula manteve vantagem eleitoral no primeiro turno. A estratégia passa pela presença de lideranças estaduais e pela organização das campanhas locais para aumentar o comparecimento às urnas.
Além da reeleição de Jerônimo na Bahia, os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, conquistaram as duas vagas em disputa para o Senado no estado. Os três foram a Brasília para conversar com Lula em meio à reorganização da campanha para a etapa final da eleição presidencial. Segundo o SBT News, a coordenação busca definir responsabilidades e estratégias para as próximas semanas.
Ao comentar a possibilidade de assumir uma função na campanha, Jerônimo evitou antecipar qual papel desempenhará e condicionou sua participação à decisão do presidente. “Vou fazer o que Lula orientar. Estou à disposição do presidente. Eu e os dois senadores eleitos”, declarou.
A equipe do presidente também prepara mudanças na área da comunicação Um dos nomes cotados para integrar o time de Lula na campanha para o segundo turno é o marqueteiro Otávio Antunes. Outro publicitário João Santana, que participou de campanhas vitoriosas do PT em eleições presidenciais.
Congresso e governos estaduais
Na Câmara dos Deputados, o centro concentra 259 das 513 cadeiras, enquanto a direita soma 130 parlamentares e a esquerda, 124. No Senado, a correlação muda: a direita deverá ocupar 44 das 81 vagas, equivalentes a 54% da Casa; a esquerda terá 20 senadores, ou 25%; e o centro ficará com 17 cadeiras, correspondentes a 21%.
Nos governos estaduais, o PL lidera após o primeiro turno, com cinco vitórias: Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Depois do segundo turno de 2022, a sigla comandava apenas Santa Catarina e Rio de Janeiro.
O partido ainda disputa os governos do Rio de Janeiro e do Amazonas. O PSD aparece em seguida, com quatro governos, dois a mais do que em 2022, após vencer no Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe.
O Republicanos conquistou três governos estaduais, em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. O PT também ficou com três estados, enquanto o PP soma dois governos. MDB, Podemos e PSDB elegeram um governador cada.
Fonte: Brasil 247