MPE pede responsabilização de Zema por usar celular em cabine de votação

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Por Maiara Marinho — Carta Capital

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94,16% apurado

O órgão defendeu a aplicação de detenção de até dois anos, conforme previsto no Código Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral pediu a responsabilização do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) após ele ter utilizado o celular dentro da cabine de votação para visualizar a sua “colinha” eleitoral. Segundo a legislação, é proibido votar portando aparelhos eletrônicos.

Ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o MPE defendeu a aplicação de detenção de até dois anos, conforme previsto no Código Eleitoral, bem como a citação do candidato para prestar esclarecimentos à Justiça.

“O ingresso e a utilização ostensiva de aparelho celular na cabina de votação pelo denunciado, observados em gravação de vídeo pública e confirmados por sua própria declaração, preenchem a justa causa para a deflagração da ação penal pública incondicionada”, escreveu o procurador Regional Eleitoral Tarcisio Henriques.

Neste domingo 4, Zema votou em Araxá, no estado de Minas Gerais, onde atualmente é governador. Após apresentar seu documento, o candidato foi até a cabine portando dois celulares e, enquanto olhava para um deles, digitou os números de seus candidatos na urna. A cena foi flagrada ao vivo pelo canal Globo News.

Hora depois, o TRE-MG informou que iria apurar a conduta do candidato. Em coletiva de imprensa, Zema disse que não foi comunicado pelo mesário de que deveria deixar o celular com alguém antes de ir votar. “Ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo”, disse na ocasião.

No documento, o MPE frisou que os mesários da seção eleitoral agiram em “desacordo com as instruções oficiais expedidas pela Justiça Eleitoral”, omitindo-se “no dever de reter o dispositivo telefônico antes do ingresso do denunciado na cabina reservada”, o que permitiu a “concretização do ilícito penal”.


Maiara Marinho

Repórter de CartaCapital baseada em Brasília, cobrindo o Poder Judiciário. Possui menção honrosa pela Agência LivreJor e mestrado em Comunicação e Cultura na UFRJ. Publicações em Le Monde Diplomatique Brasil, UOL e Repórter Brasil.

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Fonte: Carta Capital

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