Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) são os novos senadores de São Paulo
Por Redação — Brasil de Fato
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Após uma disputa concentrada nos dois candidatos, o ex-secretário do governador Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), serão os novos senadores do estado de São Paulo, com 30,59% e 29,27% respectivamente. As ex-ministras de Lula Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ficaram em terceiro e quarto lugares.
Ao longo de toda a campanha, os quatro candidatos permaneceram em um páreo apertado nas pesquisas. Os candidatos ligados a Tarcísio acabaram tendo uma vantagem após a desistência do ex-ministro Ricardo Salles (Novo), que não conseguiu alavancar a candidatura.
O capitão da Polícia Militar, Guilherme Muraro Derrite, foi secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, do governador Tarcísio de Freitas, e está no seu segundo mandato como deputado federal. Sua gestão como secretário foi marcada por aumento de 98% nas mortes em intervenção policial.
Formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Derrite comandou as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). É defensor de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas e costuma modelos de segurança de exceção, como os de Nayib Bukele em El Salvador. Foi relator de um Projeto de Lei que acabava com as saídas temporárias de presos.
André Luis do Prado, de 57 anos, é presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) desde 2023 e está no seu quarto mandato. Foi vereador, vice-prefeito, secretário municipal de Saúde e prefeito de Guararema, cidade natal.
É bastante próximo ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e a Tarcísio de Freitas. Prado presidiu a Alesp durante a tramitação do projeto que autorizou a desestatização da Sabesp, que houve intervenção de Polícia Militar e esvaziamento das galerias. Em 2024, conseguiu mudar a Constituição paulista e garantiu sua reeleição.
Entre 2013 e 2016, Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro, ocupou cargo de assessor especial parlamentar no gabinete de Prado na Alesp, com remuneração mensal superior a R$ 17 mil. Ele foi exonerado do cargo, após denúncias de que não compareciam.
O resultado oficial do pleito foi:
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Fonte: Brasil de Fato