Haddad diz votar com ‘espírito leve’ e destaca campanha sem incidentes em São Paulo

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste domingo (4), ao votar na capital paulista, que chega ao fim da campanha com a consciência tranquila e satisfeito com a forma como a disputa eleitoral transcorreu no estado.

Haddad avaliou que o ambiente político paulista esteve mais favorável ao diálogo do que na eleição anterior. “Antes de mais nada, queria agradecer aos eleitores paulistas que nos receberam em um clima de diálogo. O clima no estado de São Paulo estava muito melhor do que na eleição passada”, declarou.

O petista votou em uma escola na zona sul da cidade de São Paulo acompanhado da mulher, Ana Estela Haddad, e de integrantes de sua aliança eleitoral. Estavam com ele as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, seu vice na disputa estadual, Márcio França (PSB), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Lúcia França e Lu Alckmin também acompanharam o grupo.

Haddad afirmou que não registrou episódios relevantes de tensão durante a campanha e disse encerrar a disputa com a mesma sensação que teve ao final da eleição de 2022.

“Fizemos uma grande campanha. Fiz em 22 também, saí muito satisfeito, e estou saindo com o mesmo espírito leve. Cumpri o meu papel, junto ao Márcio França, Simone e Marina engrandecendo essa chapa e com esse apoio extraordinário de dois democratas que construíram o Brasil moderno, Lula e Alckmin, dois grandes brasileiros.”

O ex-ministro também foi questionado sobre a influência de decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a campanha, entre elas medidas que resultaram no cancelamento de um debate previsto para a última semana antes da votação.

Segundo Haddad, temas relacionados ao funcionamento de um dos Poderes da República naturalmente repercutem no processo eleitoral, embora ele tenha evitado atribuir às decisões um peso decisivo sobre a disputa.

“Todo tema relevante impacta. Está falando de um poder da República, não é algo qualquer. Mas essa discussão mais recente sobre uma reforma do Judiciário tivemos uma reforma recente que foi o Lula que fez, e agora ele próprio está convencido à luz dos acontecimentos que é preciso fazer (uma nova). Há oito anos, ele estava propondo exatamente isso”, afirmou.

Participação feminina

Haddad também comentou a presença de mulheres nas chapas que disputam as eleições deste ano. O candidato disse que gostaria de uma participação feminina ainda maior, mas afirmou que as escolhas de Marina Silva e Simone Tebet pelo Senado foram tomadas pelas próprias candidatas.

“Gostaria que fosse mais [a participação feminina], mas a gente vai compondo da maneira como elas querem. A gente não impõe a candidatura [feminina], eu tenho certeza de que a Marina [Silva] e a Simone [Tebet] escolheram disputar o Senado, e foi uma decisão harmônica. Temos uma chapa paritária, quatro cargos importantes, dois ocupados por mulheres.”

Nesta eleição, nenhuma mulher integra como candidata à Presidência ou à Vice-Presidência as chapas presidenciais apontadas como competitivas, cenário que Haddad contrapôs à composição de sua aliança em São Paulo.

O ex-ministro acrescentou que buscou ampliar a presença feminina em postos de comando durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda.

“Não estou falando de cargos, estou falando de secretarias nacionais, cargos do primeiro escalão do Ministério ocupados por mulheres. Tive várias mulheres companheiras de chapa ao longo da minha vida pública, de maneira que estou bem acompanhado.”

Fonte: Brasil 247

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