Filha de Renato Aragão cobra quase R$ 1 milhão do pai na Justiça

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – Renato Aragão e a filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, deverão participar de uma audiência de conciliação marcada para 26 de outubro, às 13h, pela 43ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Juliana cobra judicialmente R$ 872.485,58 do pai, valor que, com juros, correção monetária e demais encargos previstos no processo, se aproxima de R$ 1 milhão.

Segundo O Globo, que detalhou a ação após informação publicada pela coluna de Ancelmo Gois, a disputa tem origem em um repasse de R$ 950 mil feito por Juliana ao pai em dezembro de 2018. A filha sustenta que o dinheiro tinha natureza de empréstimo e deveria ser devolvido integralmente até 31 de dezembro de 2023.

De acordo com a versão apresentada por Juliana no processo, os recursos vieram da venda de um imóvel que ela havia recebido como herança da mãe, Martha Maria Rangel Aragão, morta em 2014.

A ação afirma que apenas parte da quantia teria sido restituída. Juliana diz ter recebido aproximadamente R$ 77 mil, o que deixaria um saldo de R$ 872.485,58. É esse montante que ela cobra na Justiça, acrescido de juros, atualização monetária e honorários advocatícios.

A filha também sustenta que parte de seus recursos era administrada por sua madrasta, Lilian Aragão. Segundo a versão levada ao processo, Juliana recebia cobranças e recibos relacionados a despesas pessoais enquanto ainda morava na casa do pai e não teria exercido controle integral sobre as próprias finanças naquele período.

A defesa de Renato Aragão contesta essa interpretação. Quando a ação se tornou pública, em novembro de 2025, a família afirmou que os valores não correspondiam simplesmente a um empréstimo feito pela filha ao humorista.

Segundo nota divulgada pela equipe de Renato, existia havia mais de uma década um acordo, com orientação jurídica, para que parte do patrimônio herdado por Juliana fosse administrada pelo pai. A família afirmou que o objetivo era organizar e preservar os recursos da filha e permitir que eles fossem utilizados ao longo do tempo.

A defesa também declarou que a movimentação do dinheiro era feita de forma transparente e que operações extraordinárias eram registradas por escrito. Segundo a nota, os recursos nunca teriam sido incorporados ao patrimônio pessoal de Renato ou de sua mulher, Lilian Aragão.

A família acrescentou que o humorista “não precisa nem nunca precisou dos recursos de Juliana”.

Na mesma manifestação, a equipe de Renato disse que Juliana deixou a casa do pai sem informar onde passaria a morar e que tentativas posteriores de reaproximação não teriam avançado. A defesa também rejeitou a acusação de apropriação do patrimônio da filha e afirmou que permanecia aberta ao diálogo.

A relação entre pai e filha já havia sido abordada publicamente por Renato Aragão em entrevista concedida ao F5, da Folha de S.Paulo, em abril de 2025. Na ocasião, o humorista negou tratar Juliana de maneira diferente dos demais filhos por ela ser adotiva ou por se declarar homossexual.

“A Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Livian. Nunca fiz diferença, nem pela escolha sexual dela, nem por ser adotiva. Filho é filho”.

Na mesma entrevista, Renato comentou a decisão de Juliana de trabalhar como motorista de aplicativo.

“Ela adora dirigir e gosta de cães. Acabou indo trabalhar como Uber de pets e depois como Uber. Foi uma escolha dela e digna, como qualquer outro trabalho”.

A audiência de outubro terá caráter conciliatório e não representa uma decisão sobre a existência ou o valor da dívida. Juliana, que atualmente mora em Santa Catarina, pediu autorização para participar da sessão por videoconferência, alegando os custos de deslocamento até o Rio de Janeiro.

Se não houver acordo, o processo seguirá em tramitação. Até o momento, a Justiça não proferiu decisão de mérito sobre a cobrança, e as versões apresentadas por Juliana e pela defesa de Renato Aragão continuam em disputa judicial.

Fonte: Brasil 247

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