Quanto mais turbulento é o mundo, mais valiosa é a política de segurança da China, afirma Global Times
Por José Reinaldo — Brasil 247
247 – A estabilidade e a segurança da China ganham importância diante da intensificação dos conflitos internacionais, afirma o Global Times em editorial sobre a Iniciativa China Pacífica. A publicação sustenta que preservar a tranquilidade cotidiana de mais de 1,4 bilhão de habitantes contribui para a paz global e oferece uma base para a modernização do país.
O texto aborda uma conferência de trabalho realizada em Pequim na segunda-feira (28), durante a qual os participantes receberam uma orientação do presidente chinês, Xi Jinping. Segundo o Global Times, Xi destacou os avanços na construção de uma China segura desde o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em 2012, e afirmou que esses resultados colocaram o país entre os mais seguros do mundo.
O editorial apresenta a segurança pública como parte da estratégia chinesa de desenvolvimento. Na avaliação do jornal, a continuidade da modernização depende de um ambiente estável, capaz de proteger as famílias e permitir que a população trabalhe, estude e circule com tranquilidade.
Para fundamentar essa análise, a publicação cita o Relatório Global de Segurança de 2025 da Gallup. Entre os entrevistados na China, 94% disseram se sentir seguros ao caminhar sozinhos à noite. O levantamento abrangeu 144 países e regiões.
O Global Times também afirma que a China está entre os países com menores taxas de criminalidade e homicídios e com menos crimes relacionados a armas de fogo. O editorial não apresenta os valores específicos desses indicadores, mas os relaciona à percepção de segurança da população.
Proteção social integra a política de segurança
A publicação atribui os resultados chineses a uma combinação de capacidade institucional, governança, desenvolvimento econômico e tradições culturais. O texto destaca que a abordagem do país coloca as necessidades da população no centro das políticas de segurança.
Nesse contexto, o editorial aponta o combate à pobreza, a cobertura de saúde, a previdência social, a educação obrigatória e o apoio ao emprego como medidas que fortalecem a proteção das famílias. Segundo a avaliação do jornal, essas políticas também ampliam a confiança nas possibilidades de melhoria das condições de vida.
A Iniciativa China Pacífica reúne ações em diferentes áreas. O texto menciona o enfrentamento de organizações criminosas no norte de Myanmar, a proteção de idosos e crianças contra crimes e o aprimoramento da segurança dos alimentos.
Também integram essa agenda o fortalecimento dos mecanismos de prevenção, a identificação de riscos à segurança pública e a resolução de conflitos antes que eles se agravem. Segundo o editorial, a iniciativa procura acompanhar as mudanças nas demandas da população por proteção.
O jornal destaca ainda o alcance dessas políticas nas comunidades urbanas e nas aldeias rurais. A atuação local aparece como um elemento necessário para transformar as diretrizes nacionais em resultados perceptíveis no cotidiano.
Segurança cotidiana chama a atenção de estrangeiros
O Global Times utiliza experiências de visitantes estrangeiros para ilustrar sua avaliação sobre a segurança na China. Entre os exemplos estão sair para comer de madrugada, recuperar um celular esquecido em um táxi e encontrar uma mochila no mesmo lugar depois de deixá-la sobre a mesa de um café.
O editorial também menciona mulheres que voltam do trabalho à noite, combinando viagens de metrô e ônibus com trechos a pé por ruas e vielas. Para a publicação, essas situações ajudam a explicar por que a proteção cotidiana chama a atenção de visitantes, ao lado da infraestrutura ferroviária e das atrações tecnológicas.
Dados da Administração Nacional de Imigração citados pelo jornal mostram que as entradas de estrangeiros na China ultrapassaram 22,91 milhões no primeiro semestre de 2026. O volume representa um aumento de 20,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e corresponde a viagens de entrada, não necessariamente a pessoas distintas.
A publicação associa o crescimento ao ambiente de segurança pública do país. Os números apresentados, entretanto, não quantificam a influência desse fator sobre a expansão das viagens.
Outro aspecto destacado é a participação da sociedade na proteção do espaço público. O texto cita a devolução de celulares perdidos por turistas e a comunicação de entregadores às autoridades quando identificam pacotes suspeitos.
Na avaliação do Global Times, esses comportamentos revelam uma responsabilidade cívica que complementa a atuação das instituições e contribui para a confiança nas relações cotidianas.
Conflitos e deslocamentos compõem o cenário internacional
O editorial contrapõe a situação chinesa à deterioração das condições de paz no mundo. Segundo os dados do Índice Global da Paz de 2026 citados pela publicação, a paz mundial recuou por 12 anos consecutivos, enquanto os conflitos ativos com participação de Estados atingiram o maior nível desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O jornal também recorre a um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Conforme os números apresentados, 117 milhões de pessoas viviam em situação de deslocamento forçado no fim de 2025, o equivalente a uma em cada 67 pessoas no planeta.
É nesse contexto que o Global Times sustenta a importância internacional da estabilidade chinesa. O editorial relaciona a preservação da segurança em um país de mais de 1,4 bilhão de habitantes à proteção das famílias, à continuidade do desenvolvimento e à participação da China na governança da segurança global.
Fonte: Brasil 247