Indústria da China volta à expansão em setembro com avanço da produção
Por José Reinaldo — Brasil 247
247 – O setor manufatureiro da China voltou à zona de expansão em setembro de 2026, com crescimento da produção, dos novos pedidos e das compras de insumos. O índice de gerentes de compras (PMI) atingiu 50,1 pontos, uma alta de 0,3 ponto em relação a agosto, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (30) e noticiados pela agência Xinhua. As pequenas e médias empresas também registraram melhora, mas permaneceram abaixo do patamar que indica expansão.
O resultado colocou o indicador acima da marca de 50 pontos, que separa o crescimento da contração da atividade. Segundo a Xinhua, o PMI manufatureiro avançou pelo segundo mês consecutivo. Huo Lihui, estatístico-chefe do Departamento Nacional de Estatísticas da China, afirmou que os dados mostram uma nova melhora no ambiente de negócios da indústria.
A recuperação alcançou um número maior de segmentos. Dos 21 setores pesquisados, 12 registraram indicadores acima de 50 pontos em setembro, quatro a mais do que no mês anterior. Assim, mais da metade dos ramos acompanhados apresentou expansão da atividade.
Produção e novos pedidos crescem
A produção industrial contribuiu para o avanço do indicador geral. O subíndice que acompanha o volume produzido chegou a 51,7 pontos, um aumento de 1,3 ponto em relação a agosto. O resultado mostra uma aceleração da atividade nas fábricas no mês.
A demanda também permaneceu na zona de expansão. O índice de novos pedidos marcou 50,5 pontos, acima do limite de 50. Os dados apontam, portanto, crescimento tanto da produção quanto das encomendas recebidas pelas empresas pesquisadas.
A aceleração da produção estimulou as compras das fabricantes, de acordo com Huo. O índice de volume de compras alcançou 51 pontos, uma alta mensal de 0,5 ponto, acompanhando a maior disposição das empresas para adquirir insumos.
Alta tecnologia registra o maior PMI entre os grupos destacados
A manufatura de alta tecnologia apresentou o indicador mais elevado entre os três grupos industriais destacados no levantamento, com 52,5 pontos. A fabricação de equipamentos registrou 51 pontos, enquanto a indústria de bens de consumo marcou 50,7.
Os três grupos permaneceram na zona de expansão. Os resultados mostram que o crescimento da atividade em setembro incluiu tanto segmentos ligados à tecnologia e aos equipamentos quanto a produção de bens destinados ao consumo.
A melhora também apareceu entre empresas de menor porte, embora os indicadores desses grupos ainda sinalizem contração. O PMI das médias fabricantes subiu 0,3 ponto e chegou a 49,7. Entre as pequenas empresas, o avanço foi de 1 ponto, para 48,9.
Apesar da recuperação mensal, ambos os resultados ficaram abaixo da marca de 50 pontos. O levantamento evidencia, assim, uma diferença entre a expansão do setor manufatureiro como um todo e a situação das pequenas e médias fabricantes.
Preços das matérias-primas avançam
O crescimento da atividade veio acompanhado de uma alta nos indicadores de preços. O índice que mede os preços de compra das principais matérias-primas alcançou 60,8 pontos em setembro, um aumento de 4,2 pontos em relação ao mês anterior.
Já o indicador de preços na saída das fábricas chegou a 54 pontos, após subir 3,6 pontos. Essas variações correspondem aos índices da pesquisa, e não a taxas percentuais de aumento dos preços.
Segundo o levantamento, a alta das commodities no mercado internacional e o crescimento da demanda em determinados setores contribuíram para o movimento. O avanço mensal do indicador de preços das matérias-primas superou o registrado nos preços praticados pelas fabricantes.
Fonte: Brasil 247