Ricardo X Pazolini: 37% dos eleitores podem mudar de voto e virar o jogo

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A Gazeta

Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini em debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória

Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini em debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória
Fernando Madeira
A corrida pelo governo do Espírito Santo mostra-se cada vez mais acirrada. O governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) estão tecnicamente empatados, com 33% e 31% das intenções de voto, respectivamente. Isso de acordo com pesquisa Quaest publicada na última sexta-feira (25). 
O dia da votação do primeiro turno (4 de outubro) está batendo à porta e uma eventual mudança de humor do eleitorado nesta reta final pode virar o jogo.
E isso não é improvável, considerando que 37% dos eleitores avaliam mudar de voto.
A volatilidade é maior entre os eleitores de Helder Salomão (PT). O petista está em terceiro lugar, com 12%. E 47% desses dizem que podem mudar de ideia.
Entre os eleitores de Ricardo, 39% podem trocar de candidato. Entre os de Pazolini, 29%.
É um ponto positivo para o ex-prefeito, uma vez que o voto dele é o mais consolidado entre os três.
Mas a eventual movimentação dos eleitores de Helder tem potencial para fazer a diferença.
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A escolha dovotoparagovernadorédefinitiva?

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Reprodução/Quaest
E se, após ver o resultado da pesquisa Quaest, parte dos que estão inclinados a votar no petista decidirem, por exemplo, optar por Ricardo já no primeiro turno?
Seria uma espécie de voto útil para barrar Pazolini, que é o candidato apoiado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), arquirrival do PT.
Mas não necessariamente isso ocorreria.
A postura de Ricardo, aliás, torna essa hipótese mais difícil. 
O governador, um homem de centro-direita, não faz acenos ao eleitorado de esquerda e vez ou outra até critica o presidente Lula (PT).
Ricardo não quer entrar em “brigalhada ideológica” e não escolheu um lado na corrida presidencial.
Mas à direita ele já fez acenos, como ao aparecer ao lado de Luciano Hang, o véio da Havan, e ao participar do Café com Pólvora, num clube de tiro em Vila Velha.
Pelo sim e pelo não, a campanha de Helder já está pregando que “voto útil é votar Helder Salomão”.

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Fonte: A Gazeta

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