Putin nega planos de guerra contra a Europa e acusa líderes de elevar tensão
Por José Reinaldo — Brasil 247
247 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira (25) que Moscou não prepara uma ação militar contra países europeus. Segundo ele, os alertas sobre uma possível ofensiva russa aumentam a tensão e ajudam governos da Europa a justificar a continuidade do apoio à Ucrânia.
As declarações foram feitas a jornalistas à margem do 12º Fórum das Culturas Unidas, em São Petersburgo, conforme reportagem da RT. Putin classificou como infundada a hipótese de que a Rússia pretenda atacar a Europa. “Isso é um completo absurdo”, afirmou.
O presidente acusou setores que chamou de “círculos agressivos” na Europa de usar a Ucrânia como “bucha de canhão” para conter o desenvolvimento russo. Ele também reagiu a declarações do ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, sobre um possível conflito com a Rússia. Putin tratou a discussão sobre as vantagens de um ataque preventivo ao seu país como “palhaçada política” e acrescentou: “O circo foi embora, mas os palhaços continuam”.
Ao abordar a possibilidade de retomar as negociações com Kiev, Putin disse que qualquer decisão será tomada de acordo com os interesses da Rússia. Ele afirmou que a Ucrânia tem levantado propostas de cessar-fogo, inclusive para ataques à infraestrutura energética, e de suspensão do bloqueio da costa russa no Mar Negro. Ao mesmo tempo, acusou Kiev de manter ofensivas contra alvos russos.
Putin citou um ataque ucraniano a Moscou em 20 de setembro e afirmou que prédios residenciais e funcionários eleitorais também foram atingidos. Segundo ele, a Rússia respondeu com ataques de forte impacto sobre as forças ucranianas. “Eles precisam sentir esses ataques retaliatórios da Rússia e entender que nenhuma ação provocativa, nenhuma escalada da situação levará ao resultado desejado. Só piorará a situação deles”, declarou.
As afirmações sobre os ataques e seus efeitos foram apresentadas por Putin em meio à discussão sobre uma eventual retomada do diálogo. O presidente não anunciou, porém, uma data ou um acordo para novas negociações com a Ucrânia,
Fonte: Brasil 247