BNDES recebe R$ 12 bilhões em pedidos do Brasil Soberano em uma semana
Por Brasil 247 — Brasil 247
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu R$ 12 bilhões em pedidos de crédito do Plano Brasil Soberano desde a abertura do protocolo, há uma semana. Segundo o banco, foram registradas 245 operações.
A nova etapa do programa tem orçamento de R$ 22,6 bilhões, dos quais R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões correspondem a recursos próprios do BNDES.
Do total solicitado, R$ 2,2 bilhões em crédito já foram aprovados. As empresas do grupo um, formado por companhias afetadas pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e seus fornecedores, receberam R$ 814 milhões em aprovações.
No grupo dois, que reúne empresas de setores industriais considerados relevantes, foram aprovados R$ 843 milhões. Desse valor, R$ 735 milhões foram destinados a empresas de fertilizantes. O setor protocolou R$ 1,7 bilhão em pedidos de crédito.
Para o grupo três, composto por empresas exportadoras e fornecedores voltados aos países do Golfo Pérsico, o BNDES aprovou R$ 512 milhões. O grupo abrange operações relacionadas a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as tarifas impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade no Oriente Médio demandaram uma resposta para preservar produção, investimentos e exportações. Ele afirmou que o Brasil Soberano busca apoiar a diversificação de mercados e a capacidade produtiva das empresas.
Linhas de financiamento e critérios
As linhas de financiamento podem ser usadas para capital de giro, capital de giro para exportação, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. Os projetos podem contemplar ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos e processos, conforme hipóteses definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As regras de acesso ao crédito estão previstas na Portaria Interministerial MDIC/MF nº 171/2026 e em alterações posteriores da Portaria Interministerial MDIC/MF nº 194/2026.
No primeiro grupo, são elegíveis empresas e fornecedores cujas exportações dos produtos atingidos pelas tarifas dos Estados Unidos tenham representado ao menos 1% do faturamento bruto entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.
O segundo grupo inclui empresas de setores industriais de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, setores estratégicos para adaptação produtiva em razão de acordos comerciais ou para a transição a uma economia de baixo carbono. Entre os segmentos citados estão têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos, conforme os CNAEs listados no Anexo I da Portaria nº 171/2026.
No terceiro grupo, podem acessar o crédito empresas exportadoras e fornecedores para países do Golfo Pérsico cujo faturamento bruto com exportações tenha representado 1% ou mais do total apurado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.
Empresas dos grupos um e três devem verificar a elegibilidade na plataforma Brasil Soberano, com autenticação no GOV.BR por certificado digital da empresa. Para o grupo dois, a verificação considera o CNPJ do cliente final e a presença de CNAE primário ou secundário previsto no Anexo I da Portaria MDIC/MF nº 171/2026 e suas alterações.
Com informações da BNDES
Fonte: Brasil 247