Pátria ou morte!
Por Fernando Lavieri — Brasil 247
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é um dos mais expressivos personagens da política estadunidense, ele consegue reunir diversas características de outros presidentes e políticos tanto os do partido Republicano quanto Democrata: excepcionalista, jeito de ser estabelecido pelos pais fundadores da nação, ele é autoritário, anticomunista cuja feição horrenda lembra Joseph MacCarthy, Trump é mentiroso contumaz, como foi Bush pai e o júnior, terrivelmente agressivo feito Bill Clinton e midiático enganoso como Ronald Reagan, desde a época em que trabalhou na tevê, Donald Trump mostrou o quanto é racista, da mesma estirpe de Harry Truman ou Franklin Delano Roosevelt, ele também é armamentista, violento feito Barack Obama. Há um aspecto em Trump que é único: ele não tem limites para exercer o horror! Donald Trump demonstra esse potencial diariamente, por exemplo, ao intensificar sem justificativa plausível cruelíssimo bloqueio econômico a Cuba, desde janeiro. Trata-se da sexta rodada de “medidas coercitivas” unilaterais de autoria do Departamento de Estado contra entidades e trabalhadores cubanos. A política de máxima pressão de Washington chamou atenção internacional. A Organização das Nações Unidas já deixou claro: as sanções a Cuba são genocidas, o presidente do Brasil, Lula, como o primeiro a discursar na Assembleia Geral da mesma ONU, também denunciou a violência contra dez milhões de pessoas que vivem na ilha, Bruno Rodríguez Parrilla, chanceler de Cuba, declarou acertadamente: “O secretário de Estado dos EUA continua punindo empresas cubanas com propósito deliberado de afetar nossa economia e impedir que governo de Cuba garanta serviços básicos à sua população”. O velhaco Trump, logo após Lula, pavoneou-se no mesmo púlpito e se vangloriou de devastar a economia de Cuba. Tal ferocidade, porém, não conseguirá vencer o povo cubano, por mais dolorosa que as sanções possam ser. As sanções impedem que Cuba processe ações elementares para qualquer país: a ilha está impedida de comercializar petróleo, base energética fundamental, Trump não permite que Cuba compre ou negocie alimentos e insumos de saúde, ou seja, a ONU e Lula estão certos em definir as sanções como genocidas. O bloqueio econômico foi fortalecido no segundo governo Trump também por incentivo de Marco Rubio, estadunidense de origem cubana e hoje Secretario de Estado que sonha se tornar feitor da América do Sul. É impressionante o ódio de Rubio a Cuba, ele poderia presar pela vida em terras tão familiares, a pesar de sua ojeriza ao socialismo. Para aqueles que defendem o indefensável, hoje há doze mil crianças em Cuba que esperam por cirurgia e cerca de mil e duzentos jovens sem tratamento adequado de saúde.
O que deve ficar registrado, evidente nas mentes e corações é a história recente de Cuba. Em 1959, no momento da revolução, o que os grandiosos revolucionários Fidel Castro e Che Guevara e outros barbudos fizeram foi transformar uma região usada como imenso bordel e colônia de exploração pelos EUA, em uma nação autêntica, respeitada e fundamental para que os outros países sul-americanos compreendessem o valor das palavras soberania e liberdade e mais: quais são os reais interesses dos EUA na região. A revolução permitiu a Cuba, internamente, acabar com o analfabetismo, com o racismo, com a fome e a miséria e, externamente, os valentes cubanos contribuíram para salvar outros povos de regimes como Apartheid, na África do Sul, desastres naturais como o terremoto, em 1996, no Paquistão, quando Cuba enviou médicos e suprimentos de saúde para salvar vidas e atender os feridos. Cuba fez muito mais por gente atingida por desastres naturais e acidentes como o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, que os Estados Unidos, esse gigante econômico, fizeram quando o furacão Katrina devastou a Luisiana no ano de 2005.
Em Cuba males impressionantes foram impostos ao povo pelos Estados Unidos, durante os terríveis anos de Fulgêncio Batista no poder. Ele era ditador sanguinário e comprometido com os interesses dos EUA na ilha. A influência política estadunidense sob Batista permitiu controle econômico dos EUA a todo o território, empresas e civis estadunidenses dominavam cerca de 70% das terras aráveis de Cuba. Aqui vamos ficar somente nesse aspecto do julgo maligno estadunidense a Cuba, já que ele oferece dimensão do que houve, digo, antes de Fidel Castro, a ilha foi humilhada sistematicamente. Sempre os discursos de todos os presidentes dos Estados Unidos sobre falta de democracia ou liberdade em Cuba eram mentiras. Bem como afirmar em documento que Cuba representa uma ameaça aos EUA. Na verdade, o Tio San nunca quis que a democracia ocorresse em parte alguma do planeta, especialmente em Cuba.
Fonte: Brasil 247