Petrobras alcança 2,89 milhões de barris por dia e BTG prevê revisão da meta anual em 2026

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Por Luis Mauro Filho — Brasil 247

247 – A produção de petróleo da Petrobras alcançou cerca de 2,89 milhões de barris por dia em agosto, ante 2,77 milhões em julho. O avanço levou o BTG Pactual a avaliar como cada vez mais provável uma revisão da meta da estatal para 2026, segundo relatório da área de pesquisa do banco que analisa dados mensais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A média de produção acumulada no ano chegou a aproximadamente 2,69 milhões de barris por dia. O volume está acima do teto da faixa prevista para 2026, de cerca de 2,4 milhões a 2,6 milhões de barris diários. A referência central da Petrobras é de aproximadamente 2,5 milhões de barris por dia, com margem de 4% para cima ou para baixo. Para o BTG, os números tornam a projeção atual cada vez mais conservadora.

Búzios foi um dos principais responsáveis pela expansão registrada em agosto. A produção do campo cresceu aproximadamente 50 mil barris por dia em relação a julho. Itapu acrescentou cerca de 46 mil barris diários, Marlim avançou 40 mil e Tupi, 14 mil. As altas compensaram a redução de 7 mil barris por dia em Jubarte e a queda conjunta de cerca de 15 mil barris diários em campos menores.

Dentro de Búzios, o avanço da plataforma P-78 teve papel relevante. A unidade produziu 126 mil barris por dia em agosto, 27 mil a mais do que no mês anterior, e ajudou a levar a produção do campo para aproximadamente 1,049 milhão de barris diários. A P-78 começou a produzir em janeiro deste ano.

A plataforma P-71 também ampliou a produção em Itapu, que passou de cerca de 105 mil barris por dia em julho para 151 mil em agosto. Em Tupi, a produção chegou a aproximadamente 552 mil barris diários, com contribuição da plataforma Cidade de Mangaratiba, que avançou 18 mil barris por dia e alcançou 64 mil. Mero permaneceu praticamente estável, em torno de 302 mil barris diários.

A produção de gás natural também aumentou. Segundo os dados reunidos no relatório, a Petrobras passou de cerca de 133 milhões de metros cúbicos por dia em julho para 136 milhões de metros cúbicos diários em agosto.

Para setembro, o BTG projeta que a produção possa manter uma trajetória forte, principalmente com o aumento de atividade em Búzios associado às plataformas P-78 e P-79. O banco pondera, porém, que uma redução em Tupi, especialmente nas unidades Cidade de Itaguaí e Cidade de Saquarema, pode limitar parte desse avanço.

Na avaliação dos analistas, uma produção de setembro superior à de agosto, ou mesmo uma estabilização no nível alcançado no mês anterior, aumentaria a possibilidade de a Petrobras terminar 2026 acima do limite superior da faixa projetada pela companhia.

O BTG mantém a Petrobras como sua principal escolha no setor brasileiro de petróleo e gás. O relatório associa a avaliação ao crescimento da produção e às premissas adotadas para os preços do petróleo e dos derivados. Para 2027, os analistas estimam rendimento de cerca de 14% do fluxo de caixa livre para o acionista e dividend yield próximo de 11%, considerando Brent a US$ 70 por barril e spread médio de US$ 35 por barril para gasolina e diesel.

O próprio documento ressalta que estimativas e projeções refletem as premissas utilizadas pelos analistas e podem mudar. O relatório também informa que o BTG Pactual atua e busca atuar comercialmente com empresas cobertas por sua área de pesquisa, circunstância que pode gerar conflitos de interesse, e recomenda que a análise seja considerada apenas um dos elementos utilizados em decisões de investimento.

Fonte: Brasil 247

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