Sindicato dos Bancários de Brasília denuncia suposta negociação para venda do BRB ao BTG Pactual
Por Tathyane Melo — Jornal Opção

O Sindicato dos Bancários de Brasília (Bancários-DF) fez, nesta quarta-feira, 23, uma denúncia que envolve uma possível negociação para a venda do Banco de Brasília (BRB) ao BTG Pactual. De acordo com a entidade, o controlador do BTG, André Esteves, teria se reunido, na última segunda-feira, 21, com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, para tratar da possível aquisição da instituição financeira.
Segundo o relato recebido pelo Bancários-DF, Esteves teria demonstrado interesse em comprar o BRB “de porteira fechada”, mas com uma condição: a aquisição do banco sem os atuais empregados. Ou seja, a operação excluiria os funcionários do quadro da instituição, o que, se confirmado, representaria um problema para milhares de bancários e bancárias, além dos trabalhadores das empresas vinculadas ao conglomerado BRB. Conforme a nota do sindicato, esses profissionais “precisam saber se o futuro de seus empregos está sendo discutido em negociações das quais não têm conhecimento”.
Além dessa denúncia, o Bancários-DF afirma ter recebido uma segunda informação, desta vez relacionada ao momento em que a eventual negociação seria concretizada. De acordo com o sindicato, o Progressistas (PP), comandado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira, teria orientado a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a encaminhar a venda do BRB somente depois das eleições de 2026. O objetivo seria evitar possíveis impactos eleitorais e desgaste político. A entidade ressalta, no entanto, que essa informação também precisa ser devidamente apurada.
Diante das denúncias, o sindicato manifestou preocupação principalmente com a situação dos trabalhadores que poderiam ser atingidos pela operação. Além disso, o Bancários-DF defende que os órgãos de fiscalização e controle acompanhem qualquer tratativa envolvendo uma eventual mudança no controle da instituição.
A entidade também cobra esclarecimentos públicos da direção do BRB e do Governo do Distrito Federal. Para o sindicato, a possibilidade de uma negociação dessa dimensão, conduzida sem transparência e eventualmente condicionada ao calendário eleitoral, exige respostas. “O BRB não é um patrimônio particular de governantes, dirigentes ou partidos políticos. É um banco público, pertencente ao povo do Distrito Federal”, afirmou o sindicato.
O Jornal Opção procurou o Banco de Brasília (BRB), o BTG Pactual e o Progressistas (PP) para que se posicionassem sobre as informações que a entidade sindical lhes atribui. Contudo, até o fechamento desta matéria, nenhum dos três retornou às solicitações da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos.
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Fonte: Jornal Opção