BR 101: um ano que transformou mais do que uma rodovia

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Artigo de Opinião

Publicado em 21 de Setembro de 2026 às 16:15

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Há um ano, a assinatura do termo aditivo que modernizou o contrato da BR 101 ES/BA inaugurava um novo ciclo para a concessão. A modernização contratual criou as condições para destravar um dos maiores programas de infraestrutura previstos para o Espírito Santo, com um pacote de investimentos da ordem de R$ 10 bilhões em 24 anos, sendo R$ 1,8 bilhão concentrado já nos três primeiros anos da concessão. 

Hoje, doze meses depois, é possível afirmar que a principal transformação não aconteceu apenas na rodovia, mas também na forma como passamos a enxergá-la. 

A mudança de Eco 101 para Ecovias Capixaba foi o símbolo mais visível dessa nova etapa, na qual a concessionária passou a reunir condições para acelerar entregas e, ao mesmo tempo, ampliar sua capacidade de escutar, dialogar e compreender o papel que a BR 101 exerce na vida das pessoas.

Os números ajudam a contar essa história. Ao longo dos últimos 12 meses, foram investidos mais de R$ 682 milhões, dos quais R$ 539,7 milhões destinados à ampliação da capacidade da rodovia e R$ 143 milhões à operação e aos serviços prestados aos usuários. 

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Vinte e três quilômetros de trechos duplicados foram entregues e outros 32 quilômetros seguem em execução, enquanto tecnologias inéditas passaram a integrar a operação – como é o caso das três câmeras de Inteligência Artificial instaladas em Linhares, Cariacica e Viana –, e os indicadores de segurança, embora ainda muito distantes do patamar almejado, começaram a responder positivamente, com redução de 15,8% do total de acidentes e de 9,5% das mortes na BR 101. 

A rodovia também passou a ser preparada para aquilo que virá nos próximos anos. Os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros, que serão implantados em Linhares e Atílio Vivácqua, começaram a ser planejados ainda neste primeiro ano. 

O mesmo acontece com a antecipação de 21 quilômetros de terceiras faixas que serão implantadas em cidades ao Norte da rodovia e com a ampliação do monitoramento por câmeras, que levará cobertura a pelo menos 70% da BR 101, fortalecendo a segurança operacional e reduzindo o tempo de resposta às ocorrências.

Existe ainda um aspecto dessa transformação que não aparece em cronogramas de obras, mas que se revela cada vez mais essencial: o relacionamento com as pessoas. A BR 101 não é apenas um ativo de infraestrutura. Ela é o caminho percorrido diariamente por quem vai trabalhar, estudar, visitar a família, transportar alimentos, medicamentos, insumos e riquezas. É um corredor logístico estratégico para o Espírito Santo, mas também faz parte da rotina de milhares de moradores das comunidades que vivem às suas margens.

A compreensão disso potencializa a atuação da concessionária. Através desse olhar, foram criadas iniciativas inéditas no estado, como o Ecovias na Estrada, uma van itinerante que percorre os municípios cortados pela BR-101 para levar informação, ouvir as pessoas e fortalecer o diálogo com as comunidades. 

Compreender expectativas, esclarecer dúvidas e construir relações de confiança tornou-se um pilar estratégico para a realização de intervenções.  Esse mesmo princípio orienta outro desafio inevitável de um contrato dessa dimensão: as desapropriações necessárias para viabilizar a ampliação da infraestrutura. 

Nenhuma obra estruturante, como é o caso das já iniciadas construções dos contornos de Ibiraçu e Fundão, na BR 101 Norte, acontece sem impactos. O compromisso, porém, é que eles sejam conduzidos com responsabilidade, transparência e respeito por meio da busca pelo diálogo e do cumprimento das diretrizes legais. 

Nesse contexto, a Ecovias Capixaba estruturou o Plano de Ação de Reassentamento (PAR), um instrumento previsto contratualmente que estabelece medidas de apoio às famílias afetadas pelos empreendimentos, com atenção especial àquelas identificadas como mais vulneráveis. 

Porque desenvolver infraestrutura também significa compreender que, por trás de cada intervenção, existem histórias que merecem ser tratadas com dignidade.

A modernização contratual deu à Ecovias Capixaba condições para acelerar investimentos. Mas também a desafiou a construir uma concessão mais conectada com o território onde ela está inserida. Cumprir o contrato continua sendo a premissa da concessionária. Olhar para além dele passou a ser uma escolha diária. 

Tudo isso porque uma rodovia nunca é apenas asfalto. Ela conecta pessoas, impulsiona economias, aproxima regiões e cria oportunidades. Fortalecer a BR 101 significa fortalecer o desenvolvimento do Espírito Santo até o Sul da Bahia, ampliando o potencial de um corredor logístico essencial para o país sem perder de vista aquilo que lhe dá sentido: a vida que acontece todos os dias ao longo de seus mais de 466 quilômetros. 

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