Conviver com a dor não é normal nem tem a ver com idade

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Artigo de Opinião

Publicado em 19 de Setembro de 2026 às 10:00

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Existe uma frase que escuto com frequência no consultório: “Achei que era normal sentir essa dor.” Em muitos casos, a pessoa conviveu durante meses, e às vezes anos, com um incômodo no joelho, no ombro, no quadril ou na coluna porque acreditava que aquilo fazia parte da idade, do trabalho, da prática de atividade física ou simplesmente da rotina.

 

Costumo dizer que sentir dor de forma persistente nunca deve ser encarado como algo normal. A dor é um sinal de que o corpo está tentando comunicar que algo precisa de atenção. 

Ignorá-la pode significar adiar um diagnóstico, prolongar um tratamento e, em alguns casos, comprometer a mobilidade e a qualidade de vida.

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A ortopedia é uma especialidade que acompanha as pessoas em todas as fases da vida. Atendemos desde crianças, que possuem necessidades específicas relacionadas ao crescimento e ao desenvolvimento do sistema musculoesquelético, até adultos, idosos e atletas que desejam recuperar ou preservar sua capacidade de se movimentar. Em comum, está um objetivo importante: viver com autonomia e sem limitações desnecessárias.

 

Também é importante desfazer outro mito. Muitas pessoas associam o ortopedista apenas a cirurgias ou ao tratamento de fraturas. A realidade é bem diferente. 

Hoje, a ortopedia oferece diversas possibilidades terapêuticas que permitem tratar muitas condições, sempre de acordo com uma avaliação individualizada.

Recursos como fisioterapia têm papel fundamental na recuperação funcional, no fortalecimento muscular e na prevenção de novas lesões. Em situações específicas, também podem ser indicados tratamentos como infiltrações articulares, terapias por ondas de choque, bloqueios para controle da dor. 

Cada uma dessas estratégias tem indicações próprias e deve ser utilizada com critério, respeitando as necessidades de cada paciente.

 

A medicina evoluiu e, com ela, evoluiu a forma de cuidar do movimento. O foco deixou de ser apenas aliviar um sintoma e passou a buscar a recuperação da função, permitindo que a pessoa volte a caminhar, trabalhar, praticar esportes, brincar com os filhos ou simplesmente realizar atividades do dia a dia sem dor.

 

Outro ponto que merece atenção é a prevenção. Esperar a dor se tornar intensa ou incapacitante não é a melhor escolha. Dores que persistem por dias ou semanas, perda de força, limitação de movimentos, inchaço nas articulações ou dificuldade para realizar tarefas simples são sinais de que vale a pena procurar uma avaliação especializada.

 

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