Vereador de Porto Alegre é preso em operação sobre desvio de R$ 2 milhões em emendas
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O Ministério Público do Rio Grande do Sul prendeu nesta sexta-feira (18) o vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos), candidato a deputado estadual, em uma operação que apura o suposto desvio de R$ 2 milhões em emendas impositivas destinadas a projetos na área da saúde.
Segundo a GZH, a ofensiva, batizada de Operação Cinesia, também teve como alvos o assessor da bancada do Podemos Evaristo Mute e outras duas pessoas que não tiveram os nomes divulgados. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e em Imbé, no Litoral Norte.
A investigação aponta a existência de um grupo organizado para desviar recursos públicos que deveriam financiar projetos de saúde por meio de emendas parlamentares. De acordo com o Ministério Público, os valores investigados somam R$ 2 milhões.
A operação é coordenada pela promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, da 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Brigada Militar. Como um dos investigados é advogado, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o cumprimento das medidas.
Conforme a apuração do MP, uma organização da sociedade civil recebia verbas públicas para executar os projetos financiados pelas emendas na área da saúde. A entidade seria a Inovatec, que, segundo a investigação, era comandada pelo advogado investigado na operação e por outro alvo da ofensiva.
O Ministério Público afirma que, desde maio, a Inovatec está sob nova direção, atua de forma regular e colabora com as investigações.
Ainda de acordo com os investigadores, os recursos eram depositados em contas específicas destinadas à execução dos projetos. A suspeita é que a maior parte dos valores tenha sido transferida para outra conta da própria entidade e, posteriormente, distribuída entre empresas, dirigentes da organização, agentes públicos e pessoas ligadas ao grupo investigado.
O MP também apura se, depois da solicitação de extratos bancários das contas fiscalizadas, os investigados fizeram empréstimos em nome da entidade para que parte dos recursos retornasse às contas analisadas. A suspeita é que a manobra teria sido usada para simular a aplicação regular das verbas públicas.
Fonte: Brasil 247