Presos por suposto elo entre PCC e ônibus de SP terão prisão temporária de 30 dias
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – A Justiça decretou, nesta quinta-feira (17), a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de participação em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.
Segundo o delegado Fabrício Intelizano, os investigados que foram detidos deverão permanecer presos por 30 dias. O período pode ser prorrogado por mais 30 dias, enquanto as autoridades prosseguem com a apuração sobre a participação de cada suspeito.
Até o momento, dez pessoas foram presas pela Polícia Civil. Outras seis são procuradas, entre elas Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.
A ação integra a Operação Vectura Corrupta, que investiga a atuação de uma organização criminosa no setor de transporte. Além das prisões, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos na capital, no interior e no litoral de São Paulo.
Suspeita de controle de empresas
De acordo com a investigação, empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior teriam sido alvo de infiltração do crime organizado.
No município de São Paulo, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo seriam, em tese, controladas pelo PCC. Segundo as autoridades, o esquema envolveria empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.
A investigação aponta ainda que sócios formais de concessionárias e empresas de ônibus teriam sido utilizados como “laranjas” para esconder os verdadeiros proprietários, que seriam integrantes da facção.
As apurações também citam supostos ajustes prévios para direcionar licitações e viabilizar contratos emergenciais em diferentes municípios.
Segundo o material investigativo, após a vitória nas licitações, haveria acordos para que as empresas passassem a ser administradas por integrantes da facção, mediante repasses de propina a agentes públicos.
Fonte: Brasil 247