Ministro da Justiça rebate Trump sobre combate ao PCC e Comando Vermelho

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, rebateu publicamente as alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o governo brasileiro teria falhado no enfrentamento das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). À CNN Brasil, o titular da pasta destacou a realização da operação Força Integrada, deflagrada na quarta-feira (16), como um exemplo concreto que contrapõe de forma direta as críticas vindas da Casa Branca.

Segundo o ministro, os resultados das ações recentes do Estado desmentem a tese de ineficiência no combate ao narcotráfico. “A operação contraria totalmente que o Estado brasileiro não está combatendo com eficiência o crime organizado. Foram bloqueados mais de meio bilhão de reais com participação de 19 estados da Federação, envolvendo todo aparato policial dessas unidades”, detalhou Wellington Lima.

A investida policial coordenada resultou no bloqueio de mais de R$ 508 milhões pertencentes ao crime organizado, no cumprimento de mandados que levaram à prisão de 137 pessoas e na apreensão de 18 veículos vinculados às facções. De acordo com o ministro da Justiça, a operação foi fruto de um trabalho de integração e coordenação “perfeito” articulado entre as forças de segurança dos estados e as polícias estaduais e federais.

As declarações de Donald Trump foram apresentadas em um documento oficial enviado ao Congresso norte-americano na terça-feira (15), focado em ações globais contra o tráfico internacional de drogas. No texto, o presidente dos EUA afirmou que o governo brasileiro falhou ao confrontar o PCC e o Comando Vermelho, acrescentando que o país sul-americano necessitaria adotar medidas mais agressivas para derrotar esses grupos criminosos antes que continuem a se espalhar e crescer.

Ao avaliar o posicionamento do governo norte-americano, Wellington Lima pontuou que a menção feita no relatório tem caráter circunstancial. O ministro enfatizou que “a parte dispositiva do texto que substancia a lista não faz nenhuma alusão ao Brasil”.

No documento em questão, Trump cita um grupo de 23 países classificados pelos Estados Unidos como “produtores ou lugares de trânsito de drogas ilícitas” — lista que engloba nações como Afeganistão, Bolívia, China, Índia, México e Venezuela, mas na qual o Brasil não está incluído. Além disso, o próprio relatório norte-americano discorre brevemente sobre o cenário global e pondera que a presença de uma nação no referido grupo não representa, necessariamente, um reflexo negativo sobre os esforços atuais do governo local no combate ao narcotráfico.

Fonte: Brasil 247

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