Fake news sobre eleições? Saiba como denunciar e evitar desinformação

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Publicado em 16 de Setembro de 2026 às 14:33

Julia Camim

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Vídeos manipulados, áudios falsos, imagens criadas por inteligência artificial (IA) e mensagens enganosas sobre candidatos ou sobre o processo eleitoral são conteúdos que podem comprometer a integridade das  Eleições de 2026 ao disseminar desinformação aos cidadãos.


Tendo em vista o perigo que esse tipo de material representa para a segurança das eleições e da própria democracia brasileira, a produção e o compartilhamento de fake news ou deepfakes (conteúdos manipulados com uso de IA) podem ser denunciados à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e às próprias plataformas digitais onde circulam os conteúdos.

Sendo assim, os eleitores têm papel essencial em identificar conteúdos falsos ou desinformativo. Por isso, há diversos canais específicos para relatar essas publicações. Confira, a seguir, tudo o que é preciso saber sobre desinformação nas Eleições 2026.

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O que é desinformação nas eleições?

A desinformação eleitoral envolve a divulgação ou o compartilhamento de informações falsas ou gravemente descontextualizadas que possam comprometer a integridade das eleições, como boatos sobre fraude nas urnas eletrônicas, adulteração de votos, resultados falsos, ataques ao sistema eleitoral ou informações incorretas sobre horários, locais de votação e documentos necessários.

Além de textos, esse tipo de conteúdo pode circular em imagens, vídeos e áudios compartilhados em aplicativos de mensagens ou outras redes sociais.

O que pode ser denunciado pelo cidadão?

Entre os conteúdos que podem ser alvo de denúncia de eleitores e usuários das plataformas digitais estão:

Uso de inteligência artificial para fabricar ou manipular conteúdos com potencial de prejudicar a lisura das eleições,  em desacordo com as regras da Justiça Eleitoral, especialmente  sem a identificação exigida pela legislação;

Divulgação de informações falsas sobre candidaturas, partidos, urnas eletrônicas ou o processo eleitoral;

Discursos de ódio, racismo, homofobia, apologia ao nazismo, fascismo ou outras formas de discriminação;

Ameaças ou incitação à violência contra integrantes da Justiça Eleitoral ou contra o Estado Democrático de Direito;

Propaganda eleitoral irregular e envio de mensagens eleitorais não solicitadas.

Como denunciar?

Quando identificar um conteúdo suspeito, o eleitor pode recorrer a diferentes canais, dependendo do caso.

Justiça Eleitoral: é possível encaminhar denúncias aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem adotar medidas para apurar irregularidades e determinar a retirada de conteúdos das plataformas digitais.

Ministério Público Eleitoral: também é possível comunicar o MPE sempre que houver indícios de crimes ou ilícitos eleitorais. As denúncias podem ser feitas pelo sistema MPF Serviços, utilizando uma conta Gov.br de nível bronze ou superior.

Plataformas digitais: as próprias redes sociais e aplicativos de mensagens oferecem ferramentas para denunciar publicações que violem suas regras de uso, incluindo conteúdos falsos, manipulados ou que promovam discurso de ódio.

Aplicativo Pardal: casos de propaganda eleitoral irregular ou de desinformação envolvendo candidatos e partidos também podem ser denunciados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.

Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade): a ferramenta criada pelo TSE está disponível para receber diferentes relatos sobre conteúdos falsos relacionados às eleições. 

Pelo Siade, qualquer cidadão pode denunciar fake news sobre candidatos e partidos, desinformação sobre urnas eletrônicas e o processo eleitoral, deepfakes envolvendo eleições e discursos de ódio e ataques à democracia.

Após o recebimento, uma equipe técnica analisa o conteúdo e, se o caso estiver dentro do escopo do programa, o alerta é encaminhado às plataformas digitais para avaliação quanto à violação dos termos de uso. Quando houver indícios de crime ou infração eleitoral, a denúncia também é enviada às autoridades competentes.

Ao fazer a denúncia, é importante informar o maior número possível de detalhes, incluindo links, prints, documentos e o perfil ou contato da pessoa responsável pela publicação.

Como evitar a desinformação?

Antes de compartilhar qualquer conteúdo relacionado às eleições, especialistas orientam que o eleitor adote alguns cuidados:

Desconfie de mensagens sensacionalistas ou alarmantes;

Verifique se o perfil ou o site que publicou a informação é confiável;

Faça uma busca reversa em imagens usando ferramentas de pesquisa para descobrir a origem da foto;

Confira a data da publicação e desconfie de conteúdos antigos compartilhados como se fossem atuais;

Observe vídeos com atenção e procure sinais de manipulação, como movimentos artificiais, falhas na sincronização entre fala e lábios ou imagens travadas.

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