Soldado é autuado por perseguir ex-namorada, também PM, em Vila Velha

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Publicado em 16 de Setembro de 2026 às 09:39

Júlia Afonso

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Um soldado da Polícia Militar, de 29 anos, foi preso por perseguir a ex-namorada, que também é militar, na última terça-feira (15),  em Vila Velha . O homem foi até o trabalho da vítima, no 4º Batalhão, no bairro Ibes, e estacionou o carro de forma a bloquear a saída do veículo dela. A mulher, de 31 anos, pediu ajuda aos colegas, e o suspeito foi conduzido à delegacia. 


Segundo o relato da vítima, ela estava saindo do serviço quando pediu que um cabo a acompanhasse até o local onde havia estacionado o carro. A soldado disse que já estava receosa porque acreditava estar sendo perseguida pelo ex-namorado.


O militar estava dentro do próprio veículo e, segundo a ocorrência, impedia a saída do carro da ex. Ele afirmou aos policiais que não estava armado e que havia ido ao local para pedir esclarecimentos sobre o término do relacionamento e entregar um presente à mulher.


A vítima contou que manteve um relacionamento com o militar por dois anos e que os dois terminaram há cerca de três meses. Desde então, segundo ela, o ex tentou entrar em contato por redes sociais, e-mail e até por meio de mensagens enviadas via Pix.


A soldado também relatou aos colegas que nunca havia sofrido violência durante o relacionamento, mas que passou a se sentir ameaçada e temer pela própria integridade física após o término. 


O militar foi levado para a Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado por perseguição contra mulher por razões do sexo feminino, no contexto da Lei Maria da Penha. Uma  fiança foi fixada em R$ 3 mil.  

Segundo a Polícia Civil, o soldado não pagou o valor e  foi conduzido ao presídio militar, anexo ao Quartel da Polícia Militar, em Vitória, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Militar foi procurada para informar se será instaurado algum procedimento para apurar a conduta do soldado. O texto será atualizado caso a corporação se manifeste.

O nome do policial não é divulgado para preservar a identidade da vítima.

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