Alex Saab admite lavagem de dinheiro e fecha acordo para colaborar com Justiça dos EUA
Por Aquiles Lins — Brasil 247
247 – Alex Saab, ex-ministro da Indústria da Venezuela e aliado de Nicolás Maduro, declarou-se culpado da acusação de lavagem de dinheiro perante a Justiça dos Estados Unidos e firmou um acordo de cooperação com a Promotoria estadunidense.
Segundo informações publicadas pelo UOL nesta terça-feira (15), com base em documentos de um tribunal de Miami, Saab mudou a posição apresentada inicialmente à Justiça e admitiu a culpa em troca de colaborar com as autoridades, movimento que poderá ser considerado na definição de sua pena.
Saab, de 54 anos, havia sido extraditado em maio deste ano. Em audiência realizada em 24 de julho, declarou-se inocente das acusações. O novo documento judicial registra a mudança da declaração para culpado e o compromisso de cooperação com os investigadores.
Acusação envolve contratos públicos venezuelanos
A investigação atribui a Saab participação em uma suposta operação de lavagem de dinheiro estruturada por meio de empresas de fachada e documentos de transporte falsificados.
De acordo com a acusação, o esquema teria desviado recursos originários de contratos firmados pelo governo venezuelano para a importação de alimentos provenientes da Colômbia e do México.
As autoridades estadunidenses sustentam que parte do dinheiro relacionado aos contratos teria sido movimentada por estruturas empresariais usadas para ocultar a origem e o destino dos recursos.
Mudança pode influenciar definição da pena
A decisão de admitir a culpa representa uma mudança relevante na estratégia judicial de Saab. Ao deixar de contestar a acusação e aceitar colaborar com a Promotoria, o ex-ministro busca reduzir a punição que poderá receber no processo.
Os termos específicos da cooperação e o alcance das informações que Saab fornecerá às autoridades não foram detalhados nas informações divulgadas até o momento.
Saab manteve durante anos uma relação próxima com o governo venezuelano. Em dezembro de 2023, chegou a ser recebido e abraçado por Nicolás Maduro no Palácio de Miraflores, em Caracas, após retornar à Venezuela.
Fonte: Brasil 247