Cezinha não registra BO por suposto furto de celular dias antes de operação da PF
Por Redação — Brasil de Fato
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O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) não registrou boletim de ocorrência sobre o suposto furto de celular que teria sofrido na sexta-feira (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo a newsletter Noites Húngaras, do jornalista investigativo Paulo Motoryn, e o jornal Metrópolis.
Madureira, que é pastor da Assembleia de Deus, gravou um vídeo sobre o furto três dias antes de ele ser alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, ocorrida nesta segunda (14). A autorização judicial para as buscas contra Cezinha foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 5.
“Essa sexta-feira eu senti na pele o que a falta de segurança pode causar para o cidadão brasileiro. Em plena Avenida Paulista furtaram meu celular. Tomaram assim muito rápido. Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram senha do meu WhatsApp, senha do celular. Foi uma devastação total. Isso não pode ser normal na vida do cidadão brasileiro”, declarou o pastor na semana passada.
A operação desta segunda-feira, batizada de Transparência pela PF, apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais. A investigação começou em dezembro de 2025.
Madureira é próximo do ministro André Mendonça e, em 2025, participou da articulação de um encontro reservado entre o ministro e Daniel Vorcaro. Mendonça confirmou que recebeu o então banqueiro em março do ano passado para uma conversa sobre uma ação envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Segundo o ministro, ele se limitou a ouvir os argumentos apresentados por Vorcaro.
A reunião ocorreu antes de Mendonça assumir, em fevereiro de 2026, a relatoria de investigações relacionadas ao Master no Supremo. O encontro não constou da agenda oficial do ministro.
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Fonte: Brasil de Fato