Cezinha de Madureira nega irregularidades após operação da Polícia Federal

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Por João Antonio CunhaBrasil 247

247 – O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou ter cometido irregularidades após ser alvo de buscas da Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga uma suspeita de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

Em nota assinada por sua defesa, Cezinha afirmou confiar na Justiça e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O parlamentar também questionou a realização de medidas de grande repercussão em período próximo a circunstâncias políticas ou eleitorais.

Segundo a defesa, “conforme a jurisprudência do STF estabelece, medidas de tamanha repercussão deveriam ter sido conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral”.

“Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários”, afirma a nota.

A defesa acrescentou que o deputado espera ter acesso aos elementos da investigação e à íntegra do processo para exercer o contraditório. “O deputado está certo de que, assegurados o contraditório e o amplo acesso da defesa aos elementos da investigação e à íntegra do processo, os fatos serão devidamente esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida.”

Investigação da Polícia Federal

A operação autorizada por Flávio Dino apura a existência de uma “estrutura destinada à comercialização de influência” junto a ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Trechos do pedido apresentado pela Polícia Federal apontam que Cezinha teria despachado com ministros em conjunto com Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Ela é servidora da Câmara dos Deputados e foi assessora de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa.

Os autos mencionam conversas relacionadas a processos sob relatoria de Mendonça e de outros dois ministros do Supremo, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. A Polícia Federal ressalta, porém, que nenhum dos três magistrados é investigado e que a apuração não aponta suspeitas de irregularidades cometidas por eles.

A investigação apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo. Valéria Linhares, esposa de Cezinha, também foi alvo da operação.

Fonte: Brasil 247

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