Deputado do PL relatou roubo de celular dias antes de ser alvo de buscas da Polícia Federal
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14), relatou ter tido o celular furtado em São Paulo na última sexta-feira (11), poucos dias antes da ação policial, informa reportagem de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Após o ocorrido, o parlamentar publicou um vídeo em suas redes sociais para denunciar o furto e detalhar o impacto da ação criminosa. De acordo com o relato do deputado, os invasores conseguiram ter acesso aos seus dados financeiros e perfis pessoais de forma extremamente rápida.
“Nesta sexta-feira eu senti na pele o que a falta de segurança pode causar para o cidadão brasileiro. Em plena Avenida Paulista, furtaram o meu celular. Tomaram assim, mas muito rápido. Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram a senha do meu WhatsApp, a senha do meu celular. E foi uma devastação total”, afirmou Cezinha no vídeo veiculado no fim de semana.
Cezinha de Madureira é uma das figuras ativas da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados e mantinha proximidade política com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, em meio ao contexto de embates com a ala ligada ao ministro Alexandre de Moraes na Corte Suprema.
A autorização para a deflagração da operação contra o congressista partiu do ministro Flávio Dino, do STF. A ordem judicial foi assinada em 5 de setembro, duas semanas antes da execução dos mandados. O pedido ocorreu três dias após o ministro André Mendonça derrubar o sigilo de um relatório que continha diálogos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e encaminhar os autos à presidência do tribunal.
Operação Transparência
Batizada pela Polícia Federal de Operação Transparência, a ação deflagrada nesta segunda-feira investiga a atuação de um grupo suspeito de negociar o recebimento de quantias expressivas em dinheiro sob a promessa de exercer influência sobre decisões no Poder Judiciário.
As apurações apontam que os investigados procuravam intermediários para pactuar pagamentos condicionados ao resultado favorável de processos judiciais em andamento, alegando capacidade de interferir nos julgamentos.
O caso teve origem em dezembro de 2025, inicialmente voltado para a apuração de supostas irregularidades na aplicação e destinação de emendas parlamentares. Com o avanço das diligências, os investigadores da PF identificaram novos indícios que justificaram a abertura desta frente de investigação sobre a suposta venda de influência em decisões judiciais.
Fonte: Brasil 247