PT cobra apuração após agressão a advogada em Santa Catarina
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, repudiou a agressão sofrida pela advogada Fernanda Klitzke, candidata a segunda suplente ao Senado na chapa de Décio Lima (PT) em Santa Catarina, durante um evento político em Jaraguá do Sul. O episódio ocorreu na noite de sábado (12), depois de uma reclamação de vizinhos sobre barulho, que levou à intervenção da Polícia Militar. O dirigente petista classificou o caso como “gravíssimo” e defendeu uma apuração rigorosa.
Fernanda Klitzke foi agredida e detida durante a ação policial. Segundo relatos de pessoas que estavam na reunião, a advogada tentou intervir para orientar os envolvidos após uma abordagem da PM a um homem negro no local.
Um vídeo publicado nas redes sociais de Décio Lima mostra a ação policial. Na nota divulgada neste domingo (13), Edinho Silva afirmou que o partido não aceitará violência política nem agressões contra mulheres. “O PT não aceitará violência política, e principalmente contra a mulher”, afirmou o presidente nacional do partido.
Na nota da Presidência Nacional do PT, Edinho disse que Fernanda exercia sua prerrogativa profissional de advogada quando acompanhava a abordagem realizada no local. “O PT repudia a violência política sofrida pela advogada Fernanda Klitzke, derrubada, agredida e atingida por disparos de bala de borracha enquanto exercia sua prerrogativa de advogada ao acompanhar a abordagem realizada no local”, continuou.
“É imprescindível uma apuração rigorosa, célere e transparente de toda a ocorrência, inclusive para esclarecer se houve qualquer motivação ou tratamento de natureza política”, acrescentou.
Décio Lima também se manifestou sobre o caso. O candidato ao Senado afirmou que a agressão contra uma advogada em exercício profissional atinge o direito de defesa e a democracia.
“Como advogado, conheço a importância das prerrogativas profissionais para o exercício da defesa em qualquer situação. Elas não são privilégios pessoais. São garantias previstas em lei. Uma agressão ao direito de defesa é uma agressão à própria democracia. Assim como a violência contra uma mulher, espancada a chutes enquanto pedia calma aos policiais, é uma violência contra todas as mulheres”, manifestou-se Décio Lima.
O candidato ao governo de Santa Catarina pela mesma coligação, Gelson Merisio (PSB), procurou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, para pedir providências e uma apuração urgente.
O caso passa a integrar o debate eleitoral em Santa Catarina em meio à cobrança do PT por esclarecimento sobre a conduta policial, a atuação de Fernanda como advogada e a eventual existência de motivação política no episódio.
Fonte: Brasil 247