Dia da Cachaça: 10 rótulos premiados produzidos em diferentes estados do Brasil, de Minas Gerais à Paraíba

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Por Sara MagalhãesSeu Dinheiro

Ela já enfrentou o estigma de bebida popular e, por muito tempo, ocupou um espaço secundário entre os destilados. Hoje, porém, a cachaça vive uma nova fase. Aparece nas cartas de bares e restaurantes, conquistou mercados internacionais e ganhou a atenção de quem entende de bebidas.

Não por acaso, a cachaça tem até uma data própria no calendário. O Dia da Cachaça é celebrado neste domingo, 13 de setembro, em homenagem a um dos destilados mais tradicionais do Brasil. A escolha da data, aliás, remete ao dia em que a Coroa Portuguesa liberou a produção e a comercialização da bebida no país em 1661.

Para marcar a ocasião, o Seu Dinheiro selecionou 10 rótulos que se destacaram no VII Ranking da Cúpula da Cachaça, divulgado em 2026. A lista reúne a campeã da edição e outros nomes que aparecem entre os destaques da avaliação, considerada uma das principais referências do setor no país.

Há opções de R$ 82 a R$ 427, com diferentes estilos de envelhecimento e madeiras, como carvalho, amburana, bálsamo e até amendoim. Além de garrafas produzidas em diferentes partes do Brasil, da esperada Minas Gerais às cachaças cariocas e nordestinas. Confira:

Bylaardt Extra Premium, R$ 349

Eleita a melhor cachaça do ano pela Cúpula da Cachaça 2026, a número um do país nasce no Alambique Bylaardt, em Luiz Alves (SC), que mantém a produção desde 1943. A bebida passa 18 anos em barris de carvalho, período que ajuda a desenvolver notas amadeiradas e um perfil complexo e suave. Com 38% de teor alcoólico, ela apresenta textura macia e aveludada. Além disso, o rótulo acumula prêmios como a Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, em 2018, e o Duplo Ouro na ExpoCachaça, em 2019.

Cachaça Bylaardt Extra Premium
Bylaardt Extra Premium

Mineiriana Carvalho, R$ 177

Produzida em pequena escala na Estrada Real, em Ipoema, distrito de Itabira (MG), a Mineiriana Carvalho passa três anos em barris de carvalho europeu e americano. Com 40% de teor alcoólico, a bebida apresenta um perfil aromático complexo, com notas de castanhas, especiarias e baunilha que aparecem e evoluem durante a degustação. A combinação das duas madeiras, inclusive, acrescenta camadas ao sabor sem tirar o protagonismo da cana.

Mineiriana Carvalho
Mineiriana Carvalho

Baraúna Premium Carvalho, R$ 150

Terceira colocada no ranking, a Baraún vem de Alhandra, na Paraíba. O rótulo passa por barris de carvalho americano e francês, que contribuem para as notas de baunilha, ameixa e caramelo. Com 40% de teor alcoólico, ela apresenta paladar doce e equilibrado, textura aveludada e final longo. Essa cachaça, aliás, conquistou medalha de Ouro no Spirits Selection de Bruxelas e Grande Ouro no CMB Brasil Selection.

Baraúna Premium Carvalho
Baraúna Premium Carvalho

Princesa Isabel Prata, R$ 107

Produzida em Linhares, no Espírito Santo, a Princesa Isabel Prata passa três anos em tonéis de inox e chega à garrafa com 42% de teor alcoólico e perfil robusto. A produção começou em 2016, depois de quase uma década de estudos do produtor Adão Cellia sobre o universo da cachaça. O nome presta homenagem à matriarca da família Cellia, enquanto os rótulos fazem referência à região com aquarelas de pássaros da fauna da Serra do Mar. Na Fazenda Tupã, a equipe colhe a cana manualmente e sem queima e extrai o caldo em até 12 horas. Além disso, o alambique também utiliza leveduras selecionadas e energia solar.

Princesa Isabel Prata
Princesa Isabel Prata

Tiê Prata, R$ 82

A Cachaça Tiê Prata nasce em Aiuruoca, no Sul de Minas Gerais, região marcada pela Serra da Mantiqueira e pela tradição na produção artesanal. Armazenada em tonéis de inox e com 42% de teor alcoólico, preserva os aromas e sabores adocicados da cana-de-açúcar, com uma picância que aparece no final da degustação. A produção combina métodos tradicionais e controle de qualidade: a cana passa por corte manual e sem queima, a fermentação utiliza leveduras selecionadas e a destilação acontece em alambique de cobre.

Tiê Prata
Tiê Prata

Volúpia Premium, R$ 245

A Cachaça Volúpia Premium é produzida na Paraíba e passa por três anos de maturação em duas etapas. Primeiro, a bebida descansa por 12 meses em barris de jequitibá-rosa. Depois, segue por mais dois anos em barris de carvalho americano, combinação que contribui para um perfil mais encorpado e marcante. A marca cultiva a própria cana, o que permite acompanhar de perto a matéria-prima desde o plantio até a produção da bebida. Além disso, a Volúpia mantém um processo de fabricação natural.

Volúpia Premium
Volúpia Premium

Campanari Amendoim, R$ 150

Eleita a Melhor Cachaça Armazenada em Madeira Brasileira no VII Ranking da Cúpula da Cachaça, em 2026, a Campanari Amendoim nasce em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo. O rótulo passa por tonéis de amendoim, madeira brasileira que ajuda a preservar os sabores da cana e acrescenta um perfil macio, suave e levemente adocicado. Com 43% de teor alcoólico, a bebida segue uma produção artesanal: a fermentação utiliza milho crioulo cultivado na própria fazenda, enquanto a destilação acontece em alambiques de cobre.

Campanari Amendoim
Campanari Amendoim

Canarinha, R$ 180

A Canarinha carrega uma linhagem tradicional da cachaça de Salinas, no Norte de Minas. Noé Santiago Soares, sobrinho de Anísio Santiago, produtor da famosa Cachaça Havana, criou a marca em 1988 depois de anos de experiência na produção da bebida. A versão Bálsamo passa quatro anos em barris da madeira e chega a 44% de teor alcoólico. Tem cor amarelada, sabor levemente picante e acidez equilibrada, além de notas frutadas e aromas que lembram flores do campo e capim. Assim, o rótulo combina a tradição familiar de Salinas com um perfil aromático característico.

Canarinha
Canarinha

Magnífica Reserva Soleira, R$ 427

A Cachaça Magnífica Reserva Soleira passa de seis a 15 anos em barris de carvalho americano que já armazenaram whisky bourbon. O método de soleira, inclusive, ajuda a desenvolver a complexidade da bebida. Com 40% de teor alcoólico, ela tem coloração dourada e aromas de caramelo, mel, frutas secas e baunilha. A história da Magnífica começou em 1985, nas montanhas do Rio de Janeiro, entre Miguel Pereira e Vassouras. Na época, João Luiz de Faria decidiu investir na produção de cachaça. Ao longo dos anos, a marca também conquistou espaço fora do país, especialmente por meio da tradicional caipirinha.

Magnífica Reserva Soleira
Magnífica Reserva Soleira

Mineiriana Amburana, R$ 88

Produzida em pequena escala na Estrada Real, em Ipoema, distrito de Itabira (MG), a Mineiriana Amburana passa dois anos em barris da madeira, uma espécie tipicamente brasileira. Com 40% de teor alcoólico, apresenta perfil leve, dulçor equilibrado e aromas que remetem a chocolate quente, castanhas e canela. A amburana acrescenta características marcantes ao destilado, enquanto a produção em pequena escala ajuda a preservar o caráter artesanal do rótulo. O resultado é uma opção para quem quer explorar um estilo diferente das cachaças envelhecidas em carvalho.

Mineiriana Amburana
Mineiriana Amburana

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Fonte: Seu Dinheiro

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