Após decisões de Mendonça, defesa de ex-presidente afirma esperar isonomia

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Por Luis Mauro FilhoBrasil 247

247 – A defesa do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto, preso preventivamente há 302 dias, espera que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), adote no caso dele o mesmo critério aplicado a sete investigados beneficiados nesta semana. As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo, determinou a soltura de alguns alvos e flexibilizou medidas cautelares impostas a outros. A investigação apura suspeitas de fraudes contra segurados e pensionistas do INSS.

Entre os investigados libertados estão Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do instituto.

Stefanutto, que presidiu o INSS, é apontado pelos investigadores como um dos responsáveis pelo suposto esquema. Ele nega envolvimento nas irregularidades e permanece detido preventivamente há quase um ano.

Integrantes de sua defesa avaliam que a duração da prisão pode ter como objetivo pressioná-lo a firmar um acordo de colaboração premiada. Stefanutto, porém, afirma que não pretende recorrer ao instrumento.

O ex-presidente do INSS diz descartar uma delação por ter “caráter” e, principalmente, por não possuir informações que possam ser entregues aos investigadores. Com as recentes decisões de Mendonça, seus advogados aguardam uma revisão das medidas impostas a ele.

Fonte: Brasil 247

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