PF revela se crianças desaparecidas em Bacabal são as mesmas encontradas nos EUA
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – A Polícia Federal descartou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, estejam entre as 163 pessoas localizadas recentemente na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação de combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.
Segundo o Metrópoles, a corporação informou nesta quarta-feira (9) que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que nenhuma criança brasileira integra o grupo encontrado durante a Operação Statewide Shield.
“A Polícia Federal esclarece ainda que, segundo informações das autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas recentemente nos Estados Unidos no âmbito da Operação Statewide Shield”, diz a corporação em nota.
A manifestação da PF afasta uma hipótese que havia ganhado força após surgir a suspeita de que uma das crianças encontradas nos Estados Unidos pudesse ser Allan Michael. A mãe dos irmãos, Clarisse Cardoso, chegou a fornecer material genético à Polícia Federal para uma eventual comparação de DNA.
A coleta havia sido realizada no mesmo dia em que a corporação divulgou a nota. Com a informação repassada pelas autoridades dos Estados Unidos, porém, a possibilidade de que Allan estivesse entre os resgatados foi descartada.
Procurada pelo Metrópoles, a advogada da família, Nathaly Moraes, afirmou que não havia sido informada diretamente pela Polícia Federal sobre a ausência de brasileiros entre as pessoas localizadas na operação.
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Desde então, o caso mobiliza familiares e autoridades em buscas pelas duas crianças.
A operação realizada na Flórida foi conduzida por uma força-tarefa liderada pelo Departamento de Polícia da Flórida e pelo gabinete do procurador-geral do estado, James Uthmeier.
Ao longo de cinco dias de diligências, as equipes localizaram 163 crianças desaparecidas. As vítimas tinham entre dois meses e 17 anos e, segundo as autoridades, muitas haviam sido submetidas a diferentes formas de abuso, negligência, exploração ou exposição a atividades criminosas.
Entre as situações investigadas estava também o tráfico de pessoas. A operação teve desdobramentos em outros 12 países, entre eles o Brasil.
A confirmação de que não há brasileiros entre as crianças localizadas mantém abertas as buscas por Ágatha e Allan. O desaparecimento dos irmãos segue sob investigação, enquanto familiares aguardam novas informações que possam indicar o paradeiro das crianças.
Fonte: Brasil 247