Mulher com medida protetiva aciona botão do pânico e é econtrada morta em SC
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Uma mulher que possuía medidas protetivas de urgência contra um homem foi encontrada morta nesta terça-feira (20), em um riacho sob uma ponte no município de Ipira, em Santa Catarina. O corpo foi localizado depois que o botão do pânico do aplicativo PMSC Cidadão foi acionado, mobilizando equipes da Polícia Militar. O suspeito se apresentou espontaneamente à polícia e acabou preso em flagrante. O caso é investigado como possível feminicídio.
Segundo informações da CNN Brasil, a Polícia Civil de Santa Catarina instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte. A vítima havia obtido proteção judicial em 9 de outubro, apenas 11 dias antes de seu corpo ser encontrado. Entre as restrições impostas ao investigado estavam a proibição de aproximação e de qualquer contato com a mulher e seus familiares.
De acordo com a Polícia Militar, o acionamento do dispositivo de emergência levou os agentes inicialmente até uma residência. Ao chegarem ao endereço, os policiais constataram que o imóvel apresentava sinais de arrombamento, o que motivou o início imediato das buscas pela vítima e pelo suspeito.
Durante as diligências, as equipes entraram em contato com familiares para reunir informações que pudessem auxiliar na localização da mulher. O corpo acabou sendo encontrado na água, embaixo de uma ponte.
O Corpo de Bombeiros Militar foi chamado ao local e confirmou a morte. A Polícia Científica também foi acionada para realizar os exames periciais, providenciar a retirada do corpo do riacho e executar os procedimentos de identificação.
Suspeito se entregou à Polícia Militar
Enquanto as buscas eram realizadas, o homem investigado se apresentou no destacamento da Polícia Militar de Presidente Castello Branco, município catarinense próximo a Ipira.
Segundo a corporação, ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, responsável pela continuidade dos procedimentos de investigação.
As autoridades ainda trabalham para esclarecer como ocorreu a morte e qual teria sido a participação do suspeito. A Polícia Civil informou que a dinâmica dos acontecimentos depende da conclusão dos exames técnicos e de outras diligências.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão o local da possível agressão, a eventual utilização de uma arma e as circunstâncias em que a vítima chegou ao riacho onde foi encontrada.
Justiça havia determinado distância mínima de 100 metros
A mulher estava amparada por medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça em 9 de outubro de 2026, no âmbito da legislação de enfrentamento à violência doméstica.
A decisão judicial estabelecia que o investigado deveria manter distância mínima de 100 metros da vítima, além de proibir qualquer tentativa de contato por telefone, mensagens, redes sociais ou outros meios de comunicação.
A restrição também abrangia os familiares da mulher, que não poderiam ser procurados pelo suspeito.
Outra determinação obrigava o homem a participar de um programa de recuperação e reeducação destinado a autores de violência doméstica, acompanhado de atendimento psicossocial.
Apesar da existência das medidas judiciais, a Polícia Civil informou que, conforme os registros consultados, não constavam ocorrências anteriores de violência nem notificações de descumprimento das restrições até o episódio investigado.
Polícia aguarda perícia para esclarecer a morte
A investigação deverá utilizar os resultados dos exames periciais e as informações reunidas pelas equipes policiais para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
A confirmação da causa da morte e das circunstâncias em que a mulher foi levada até o local onde seu corpo foi encontrado será fundamental para a apuração da suspeita de feminicídio.
Até a divulgação das informações pelas autoridades, a Polícia Civil não havia apresentado uma conclusão sobre a dinâmica do crime. O inquérito permanece em andamento.
Fonte: Brasil 247