Repercussão negativa leva Exército a suspender assinatura de contrato com a empresa sionista Elbit
Por Redação — Esquerda Diário

Ontem foi noticiado, por colunista do Estadão, que o Exército brasileiro havia marcado para o dia 27 a assinatura de contrato com a AEL Sistemas, subsidiária brasileira da empresa israelense Elbit Systems, para a compra dois obuseiros, que passariam por testes, e abrindo caminho para a compra de um lote desta arma, com valor estimado em cerca de R$ 800 milhões. A repercussão negativa do fato, no entanto, levou a que hoje o Exército anunciasse a suspensão da assinatura do contrato, sem marcar uma nova data
Ontem foi noticiado, por colunista do Estadão, que o Exército brasileiro havia marcado para o dia 27 a assinatura de contrato com a AEL Sistemas, subsidiária brasileira da empresa israelense Elbit Systems, para a compra dois obuseiros, que passariam por testes, e abrindo caminho para a compra de um lote desta arma, com valor estimado em cerca de R$ 800 milhões.
A repercussão negativa do fato, no entanto, levou a que hoje o Exército anunciasse a suspensão da assinatura do contrato, sem marcar uma nova data. A Elbit é uma das principais empresas bélicas de Israel e fornecedora de armas e veículos para as Forças de Ocupação de Israel cometerem o atual genocídio em Gaza. A compra dos obuseiros, um tipo de arma de artilharia, significaria uma injeção direta de dinheiro do governo brasileiro no genocídio palestino perpetrado pelo sionismo.
Já havia sido a repercussão pública, e a luta da causa palestina, contando com a ocupação de universidades, exigindo o rompimento de relações do Brasil com Israel, que havia travado o andamento do contrato em 2024. Certamente não passa pelo Exército brasileiro nenhum tipo de preocupação humanitária.
A AEL Sistemas, subsidiária da Elbit, manteve ainda acordos de cooperação com a UFRGS, encerrados em 2023, mas que gerou importantes lutas dos estudantes, trabalhadores e professores da universidade, que exigiam o fim dos acordos e da cumplicidade da UFRGS com a ocupação das terras palestinas.
Apesar dessa suspensão, o Brasil segue sendo um importante cliente da indústria militar de Israel, que testa suas armas na massacre de palestinos e as vende as forças armadas e polícias brasileira, que as empregam para reprimir assassinar a população negra e periférica nas grandes capitais do país.
A força do movimento que derrubou a escala 6×1 pode também derrotar Flávio Bolsonaro, ferrenho apoiador do genocídio palestino, e deve exigir que sejam cortadas as relações com Israel, com o fim da compra de armas de Israel e o fim da venda de petróleo e outros produtos brasileiro que abastacem a ocupação e os massacres na Palestina.
Fonte: Esquerda Diário