Rogério Correia lança abaixo-assinado e aciona a PF sobre disputa entre Richarlison e amigo de Flávio Bolsonaro por mansão

0

Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – Uma petição pública endereçada à Polícia Federal foi aberta pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) para exigir apuração rigorosa sobre o controverso trâmite de posse de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões situada em Angra dos Reis, no litoral fluminense.

Conforme a denúncia, o imóvel fica localizado em uma ilha pertencente à União e foi adquirido em 2020 pelo jogador de futebol Richarlison. Após a recusa do atleta em comercializar a propriedade com o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), a posse acabou sendo obtida via judicial pela empresa do advogado Willer Tomaz, aliado do parlamentar. A operação ocorreu mediante o pagamento de R$ 600 mil e a assunção de débitos passados de uma companhia sediada em Santos, desdobrando-se em uma liminar de reintegração de posse que removeu moradores do local de forma imediata e sem escuta prévia, incluindo uma mulher no oitavo mês de gestação.

Documentos levantados por Rogério Correia por meio da Lei de Acesso à Informação apontam disparidades no tratamento dos processos perante a Secretaria do Patrimônio da União. O requerimento formulado por Richarlison permaneceu sem andamento, enquanto o procedimento do grupo ligado a Tomaz obteve a expedição da autorização de transferência em cerca de dois meses.

Em razão dessas diferenças no fluxo administrativo e de suspeitas envolvendo eventuais infrações ambientais, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República foram acionadas. Diante dos questionamentos públicos, Flávio Bolsonaro moveu uma interpelação judicial cobrando R$ 61 mil de Rogério Correia, mas o pedido foi negado pela Justiça em julho de 2026. A ofensiva jurídica inclui novos requerimentos para remover da internet as gravações em que o caso é exposto.

O abaixo-assinado busca mobilizar a sociedade para exigir esclarecimentos sobre a atuação da empresa compradora, os critérios adotados nas decisões do órgão federal e a eventual interferência do senador na disputa.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *