83,5% de beneficiários de beneficiários de na Grande SP nunca usaram bets, diz pesquisa
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – A grande maioria dos beneficiários de programas sociais do governo federal entrevistados na Região Metropolitana de São Paulo afirma nunca ter utilizado plataformas de apostas esportivas. Segundo levantamento realizado nas 39 cidades da Grande SP, 83,47% dos participantes disseram nunca ter apostado em bets.
A pesquisa foi realizada pela Cruz Consulting, a pedido da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), nos dias 3 e 4 de setembro. Além dos 83,47% que nunca utilizaram essas plataformas, 12,63% afirmaram que já fizeram apostas, mas não apostam atualmente, enquanto 3,9% disseram que continuam utilizando as bets.
20% dos excluídos dizem ter migrado para bets ilegais
O levantamento também identificou um movimento em direção ao mercado clandestino entre parte dos entrevistados que deixaram as plataformas regulamentadas. Entre aqueles que já apostaram, 5,49% disseram ter sido bloqueados pelo governo federal, enquanto 21,97% afirmaram ter solicitado voluntariamente a autoexclusão.
Entre os participantes retirados das plataformas legais, seja por bloqueio governamental ou por iniciativa própria, 20% afirmaram ter migrado para bets clandestinas. Esses sites operam sem autorização do Ministério da Fazenda.
Para o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, mecanismos de controle precisam ser acompanhados pelo enfrentamento às operações clandestinas.
“Quando falamos de endividamento, precisamos observar os números com cuidado e evitar generalizações. O endividamento das famílias brasileiras é um fenômeno complexo, que não pode ser automaticamente atribuído às apostas. A pesquisa mostra que a grande maioria dos beneficiários de programas sociais entrevistados nunca utilizou plataformas de apostas. Ao mesmo tempo, o dado sobre migração para sites ilegais entre pessoas excluídas ou que solicitaram autoexclusão merece atenção, porque mostra a importância de combinar mecanismos de proteção ao apostador com o combate permanente às plataformas clandestinas”, afirma Plínio.
Pesquisa também aborda impacto eleitoral das bets
Outra frente do levantamento procurou identificar se a posição dos candidatos à Presidência da República sobre a autorização das apostas poderia influenciar a decisão eleitoral dos entrevistados que já apostaram ou continuam apostando.
Para 68,1% desse grupo, a posição de um candidato sobre autorizar ou não as bets não mudaria sua escolha eleitoral.
Na avaliação da ANJL, os resultados podem contribuir para o debate público sobre a regulamentação do mercado de apostas no país. A entidade aponta a proteção ao consumidor, o combate às operações ilegais e a responsabilidade na atividade como temas centrais da discussão sobre o setor.
Fonte: Brasil 247