15º Filmambiente promove 60 sessões gratuitas sobre clima, sustentabilidade e justiça social

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Por Cine NINJAMídia NINJA

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Festival de cinema ambiental acontece de 23 de setembro a 2 de outubro, com sessões no Rio, Niterói e programação online pelo Porta Curtas

Entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro, o Rio de Janeiro e Niterói recebem a 15ª edição do Filmambiente, considerado um dos principais festivais de cinema ambiental da América Latina. Com entrada gratuita, o evento reúne 60 filmes brasileiros e internacionais em uma programação que aborda questões ambientais, sustentabilidade, justiça climática e social. Além das sessões presenciais, parte da programação estará disponível gratuitamente online, para todo o Brasil, por meio do Porta Curtas.

A programação será distribuída em oito mostras, sendo quatro competitivas e quatro temáticas, com sessões no Estação Claro Rio, em Botafogo, e atividades em outros espaços do Rio e de Niterói. A edição também amplia as ações de acessibilidade, com sessões no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), na Biblioteca Parque Centro, na Cinemateca do MAM e no Cine Arte UFF, além de filmes acessíveis disponibilizados na programação online. Criado em 2011 pela produtora carioca Suzana Amado, que também é responsável pela curadoria, o festival tem como tema central deste ano “Ações e Consequências”.

A proposta orientou a seleção de longas e curtas de ficção, animação e documentário, colocando em debate as relações entre meio ambiente, sustentabilidade e desigualdades sociais. A seleção foi feita por Suzana Amado após assistir a quase 400 filmes de 60 países. A competição oficial está dividida nas categorias Longa-Metragem Brasileiro, Longa-Metragem Internacional, Curta-Metragem Documentário e Curta-Metragem Ficção e Animação.

A abertura acontece no dia 23 de setembro, às 20h30, no Estação Claro Rio, com uma homenagem à bióloga Liliane Lodi, pioneira na conservação de cetáceos no Brasil. Há mais de três décadas, Lodi atua na proteção da biodiversidade marinha e coordena projetos como “Baleias & Golfinhos do Rio de Janeiro” e “Ilhas do Rio”, unindo pesquisa científica, educação e mobilização social. A cerimônia também terá a participação da historiadora, professora e escritora Ynaê Lopes dos Santos, curadora dos painéis temáticos do festival, que neste ano apresentam o tema “Rizoma das Américas: descolonização em movimento”.

O filme de abertura será o documentário “Sob as Bandeiras, o Sol” (2025), dirigido por Juanjo Pereira e coproduzido por Paraguai, Argentina, França, Alemanha e Estados Unidos. A produção utiliza imagens de arquivo raras para investigar a ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai e suas conexões com outros regimes autoritários da América Latina. Ao abordar o papel da mídia na construção do poder, no controle da memória e na permanência de legados autoritários, o longa estabelece uma relação direta com os debates políticos e sociais propostos pelo festival.

Entre os destaques da competição internacional está “Molly vs A Máquina” (2026), de Marc Silver, que investiga a história de uma adolescente que morreu por suicídio após ser exposta a conteúdos considerados inadequados nas redes sociais. Outro destaque é “Poder no Deserto” (2025), de Emiliano Rodriguez Nuesch, que acompanha comunidades afetadas pela transição energética entre a Califórnia e o chamado Triângulo do Lítio, na Argentina e no Chile, refletindo sobre a exploração do mineral, justiça ambiental e os limites da ideia de desenvolvimento sustentável.

Na mostra Batalhas do Dia a Dia, o documentário brasileiro “Agrotóxicos sem Fronteira: um Dilema Global” (2026), dirigido por João Amorim, acompanha a geógrafa Larissa Bombardi em uma investigação sobre a cadeia internacional de produção e exportação de agrotóxicos proibidos na Europa e comercializados no Sul Global. O filme aborda as consequências desse sistema e as relações entre decisões políticas, interesses corporativos e lacunas regulatórias, que Bombardi define como uma forma de “colonialismo químico”.

O encerramento da mostra competitiva acontece em 30 de setembro, às 21h, com “Katô: Sonhos da Terra Escura” (2026), dirigido por Zaya Ralita Benazzo e Maurizio Benazzo. A produção acompanha os Munduruku da aldeia amazônica de Sawré Muybu e sua luta para proteger as águas do rio Tapajós da contaminação provocada pelo mercúrio da mineração ilegal, além de preservar a memória, os conhecimentos e as tradições de seus antepassados.

A 15ª edição do Filmambiente tem apoio da Prefeitura do Rio, por meio do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca da RioFilme. Para Leonardo Edde, diretor-presidente da RioFilme, o cinema ambiental tem papel fundamental diante da emergência climática ao aproximar o público de questões científicas, comunidades tradicionais e debates sobre preservação e direitos humanos.

As sessões presenciais são gratuitas, com retirada de ingressos no local. A programação principal acontece no Estação Claro Rio, em Botafogo, com sessões diárias entre 17h e 21h. Também haverá sessões na Biblioteca Parque Centro, na Cinemateca do MAM e no Cine Arte UFF, em Niterói. A programação online de curtas, com geobloqueio para o Brasil, será disponibilizada no Porta Curtas entre 23 de setembro e 2 de outubro, incluindo títulos com recursos de acessibilidade. 

A programação completa pode ser consultada no site oficial do Filmambiente.

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Fonte: Mídia NINJA

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