Zanin: “Não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro”
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin prestou neste sábado (3) uma homenagem ao jornalista Márcio Chaer, fundador do Consultor Jurídico (ConJur), que morreu em São Paulo.
Em nota, Zanin associou diretamente a trajetória profissional de Chaer à própria história recente da Justiça brasileira.
“Não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro. O jornalista, que nos deixa de forma trágica neste sábado (3), era um profundo conhecedor dos temas afeitos à justiça e ao direito no país”, afirmou o ministro.
Chaer fundou o ConJur em 1997 e transformou a publicação em uma referência nacional na cobertura do Judiciário, do Ministério Público, da advocacia e do Direito. Ao longo de quase três décadas, o veículo passou a acompanhar diariamente decisões, teses e tendências da jurisprudência brasileira.
“Referência para quem busca informações confiáveis”
Zanin ressaltou justamente o caráter pioneiro da iniciativa criada por Chaer.
“Há quase 30 anos, inaugurou a revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), pioneira na cobertura especializada sobre o Poder Judiciário. Ao longos de todo esse período, o portal se transformou em referência para quem busca informações confiáveis sobre o que acontece nos tribunais e na advocacia no Brasil”, declarou.
A dimensão alcançada pelo projeto pode ser medida também por sua presença dentro do próprio sistema de Justiça. O ConJur tornou-se o veículo mais citado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, além de constituir um amplo acervo sobre a história recente do Judiciário brasileiro.
Ao longo de sua trajetória, a publicação também ganhou destaque por coberturas de alguns dos episódios jurídicos mais importantes do país, assumindo posições críticas em momentos como a Operação Lava Jato e apontando abusos, erros e inconsistências em investigações e processos.
Defesa do Estado Democrático de Direito
Zanin encerrou sua manifestação ressaltando uma característica que marcou a atuação pública de Chaer: a defesa das garantias constitucionais e das instituições democráticas.
“Chaer empunhava, como poucos, a defesa do Estado de Direito Democrático no Brasil. Seu legado permanecerá vivo.”
A homenagem do ministro soma-se às manifestações de pesar que se sucederam após a notícia da morte de Chaer, cuja trajetória aproximou o jornalismo e o universo jurídico e ajudou a transformar a cobertura especializada do Judiciário brasileiro.
O legado mencionado por Zanin está materializado não apenas no ConJur, mas em uma cultura jornalística baseada no acompanhamento permanente dos tribunais, no debate jurídico e na defesa do contraditório e das garantias fundamentais.
Com a morte de Márcio Chaer, o jornalismo brasileiro perde um de seus nomes mais influentes na cobertura da Justiça — e o mundo jurídico perde um profissional que dedicou quase três décadas a torná-lo mais conhecido e compreensível para a sociedade.
Fonte: Brasil 247