Zanin dá 5 dias para TSE explicar eleição de Ruas no 1º turno no Rio

0

Por CartaCapital — Carta Capital

Menu

O PSD, de Eduardo Paes, tenta reverter a decisão que anulou votos de Garotinho e pede restabelecimento do 2º turno; PGR e AGU também devem se manifestar

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o TSE preste informações sobre a decisão que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para governador do Rio de Janeiro. 

Zanin também mandou a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), se manifestarem sobre o caso. O prazo é de cinco dias.

A decisão, assinada na sexta-feira 16, ocorre no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.362, proposta pelo diretório nacional do PSD, legenda do candidato Eduardo Paes.  O partido pede para que a convocação do segundo turno, em 25 de outubro, seja restabelecida pela Justiça Eleitoral.  

A anulação dos 274.411 votos de Garotinho levou à vitória de Douglas Ruas (PL) no 1º turno . Com a mudança na contagem, o bolsonarista passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, superando a maioria absoluta necessária.

Para o PSD, a realização de segundo turno deve depender exclusivamente dos votos dos eleitores, não de “eventos processuais”.  

“A interpretação impugnada, contudo, mantém aberta outra via para o mesmo resultado: quem sabe que terá o registro negado pode manter-se na urna, captar votos e aguardar que a anulação definitiva retire esses votos da base”, argumenta a sigla.

Em 8 de outubro, Zanin havia negado pedido cautelar da coligação de Paes para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral. No atual despacho, o ministro exigiu os pareceres dos órgãos  antes de aprofundar a análise da nova ação.


CartaCapital

Há 32 anos, a maior referência progressista em jornalismo no Brasil.

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.


Desenvolvido por OKN Technology Agency

Fonte: Carta Capital

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *