Votar em Flávio Bolsonaro é assinar um habeas corpus
Por Ricardo Mezavila — Brasil 247
A relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e as negociações milionárias para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, exigem explicações.
A Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades, mas o ministro André Mendonça blindou Flávio de seus crimes.
Mas há uma questão política incontornável: o que acontece com essa investigação se Flávio chegar à Presidência da República?
O título não é uma sentença judicial. É um alerta sobre o risco de transformar o poder presidencial em escudo político. O cargo não pode servir para afastar perguntas incômodas nem para colocar interesses particulares acima do esclarecimento dos fatos.
Quando Flávio sentar para a sabatina da Globo, essas perguntas precisam ser feitas:
Quanto dinheiro foi negociado com Vorcaro? Quanto foi efetivamente pago? Por quais caminhos os recursos circularam? Quem recebeu o dinheiro? E o candidato está disposto a garantir que os fatos sejam esclarecidos, sem privilégios?
O eleitor tem direito a respostas antes de votar, não depois que as urnas tiverem transformado um candidato em presidente.
Porque mandato presidencial não é salvo-conduto. E a democracia não pode ser usada como abrigo contra a prestação de contas.
Fonte: Brasil 247